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  • ATÉ QUE A “GLÓRIA” NOS SEPARE 

    Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 03/11/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: amante, , , casais, , conjuge, crise familiar, divórcio, , ferida ca alma, marido e mulher, noiva, noivado, noivo, novo casamento, relacionamento conjugal, vida de casado

    casal_brigando_

    Tenho acompanhado, ao longo dos meus 13 anos de ministério a vida de muitos casais. Especialmente os mais jovens e o que tenho visto é surpreendente. Fico extremamente assustado em me deparar com a triste realidade de que muitos jovens não estão preparados para casar e mesmo assim, assumem tão importante compromisso diante do Altar do Senhor.

    Como conseqüência, muitos tem desistido do santo matrimônio e em também da fé. Vidas são maculadas com o divórcio e uma ferida sem precedente é aberta na alma dos cônjuges. Mas a que se deve tão perturbadora realidade? O que fazer para reverter este quadro? E por que tem aumentado drasticamente o número de divórcio nas Igrejas? E o mais importante de tudo: Qual deve ser a postura da Igreja diante desta calamidade? Aliás, o que a Igreja tem feito para curar este mal que assola nossas comunidades e sociedade brasileira?

     

    A primeira coisa que temos que ter em mente é se o casamento é algo ultrapassado. Se olharmos dentro do contexto de nossa sociedade pecaminosa, certamente não cabe mais o matrimônio. Hoje mesmo, estive passeando em um shopping da cidade, quando uma cena de um veículo me chamou a atenção. Estava sendo exposto um veículo compacto, o mais compacto que já vi, a um preço de um veículo de grande porte. A primeira coisa que me veio a mente era que aquele veículo não teria venda porque o brasileiro certamente iria optar pelo veículo maior para comportar a família…, mas que família? Era exatamente por esse motivo que aquele veículo teria vendagem no Brasil, pois ele vai suprir muito bem a necessidade de um indivíduo.

     

    A família está se desfacelando justamente porque o homem se tornou tão egoísta que já não mais se preocupa em viver em sociedade. Até o seu meio de transporte pode ser para no máximo duas pessoas. Tudo para o bem estar do indivíduo e não para a sociedade. Onde estamos?

    Os filhos estão sendo preparados para cuidar de suas próprias vidas e o próximo é apenas alguém que cumprimentamos e, quando muito oramos, nas reuniões de culto. As moças já não estão preparadas para cuidar do maior patrimônio que D’us lhe deu, a Família. Agora o que realmente impera é a própria Glória.

     

    Todos nós não estamos medindo esforços pelo nosso bem estar. Estamos fazendo todo o sacrifício para que possamos nos dar bem na vida. Desde pequenos, somos treinados a competir no mercado de trabalho e somente assim poderemos alcançar felicidade. A vida espiritual e o relacionamento com D’us são meros coadjuvantes diante da vida que estamos conquistando com o nosso próprio braço.

     

    Não nos resta outra coisa senão a nossa própria felicidade. Mas a grande decepção é saber que quando se chega lá, a felicidade não está lá.

    E trazendo isto para o casamento, teremos a mesma triste realidade.

    Muitos fazem juras de amor no altar com a convicção de que aquela pessoa linda, será a responsável por fazê-la(o) feliz, porque o que interessa é a própria Glória, mas, em hebraico a raiz da glória humana é VAZIO. O que significa que todos os que fazem alguma coisa para a sua própria felicidade, certamente se frustrarão, porque a verdadeira felicidade está em viver a vida como Yeshua viveu. Ele se doou até a morte e morte de Cruz. Não por causa de uma religião, mas por causa de um amor completo, pleno, o Amor de D’us.

     

    O que nos falta, como sociedade, é esta visão da felicidade no outro que perdemos ao longo da vida. Muitos casamentos são destruídos por causa da Glória individualista que os casais estão tendo. Estava caminhando no parque de minha cidade, quando diante de mim um casal novo com um bebê de aproximadamente 1 aninho, estava discutindo quanto tempo deixariam a criança na casa dos pais dela (o casal aparentava ter boas condições, pois moram em uma região nobre da cidade). Eles estavam sem tempo para educar a criança e por isso estavam querendo deixar com os pais.

    Ainda no shopping deparei-me com uns três casais de idosos caminhando com seus netos. Tive a oportunidade de elogiar um deles por ter tirado um tempinho para caminhar com o neto no shopping, mas fui surpreendido ao saber que o filho havia deixado o neto morando com os avós por determinado período POR NÃO TER TEMPO PARA O FILHO.

     

    Esta é uma realidade atual.

    A Igreja está sendo vítima deste egocentrismo que tem assolado famílias e casamentos. Os maridos não estão se preparando para dar a sua vida pela esposa e nem a esposa para amar o marido e reconhecer que a sua casa é a maior riqueza que ela possui.

    Esse caos é uma realidade! Chega de destruição!

    A base de um casamento não pode ser atração sexual ou física, mas o profundo desejo de amar o próximo como a si mesmo, de servir com a própria vida.

     

    Os principais valores do indivíduo estão sendo jogados pela lixeira e somente a Igreja pode reverter este quadro tocando sua “trombeta” com todas as forças. Vamos denunciar este egocentrismo. É tempo de aprendermos que o próximo é a nossa prioridade.

    Somente assim o Reino de D’us se manifestará em nossas casas e comunidades.

     

    Shalom sobre a sua vida e família em Nome de Yeshua Hamashiach.

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida

     
  • A Igreja do Fim 

    Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 14/10/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: , , anomia, , , cadeias, , , falsos cristos, , fidelidade, filadélfia, , fim dos dias, , final dos dias, , igreja cristã, iníquo, iniquidade, , jerusalém, , , legalismo, liberdade, , , , prisão, quebra de maldição, sem lei, ,

    prisão

    Sempre tenho me preocupado em ministrar a verdade sem ofender aqueles que discordam de mim teologicamente, mas sobre este assunto, não estou muito preocupado em ser politicamente correto. Isto se deve à emergente situação que nos encontramos atualmente.

    Estamos em caos e nesse caso, temos que ouvir e deixarmos ser impactados pela verdade. Por isso, espero que o Espírito do Eterno use minhas palavras para que você seja transformado e abençoado por esse artigo.
    A Igreja foi edificada na Festa de Pentecostes, mais precisamente, no último dia, conhecido como: Dádiva da Torá. Pela matemática Bíblica, no último dia de Pentecostes, seria o dia em que Moisés recebeu a Torá no Monte Sinai. Yeshua morreu na Festa de Páscoa e no último dia de Pentecostes, o Espírito Santo desceu em Atos 2. Isto nos trás uma revelação muito importante. O Espírito Santo está diretamente ligado em às Leis de D’us.
    A Igreja tem uma função importante de cumprir a Lei assim como Yeshua a cumpriu (Mt.5:17 em diante). Os mandamentos  caracterizam os obedientes que por sua vez são a credencial de quem Ama ao Senhor (Jo.14:21).

    Mas a igreja Laudicéia (evidenciada nos Fins dos dias) é caracterizada pela adoração ao iníquo. O que significa isso?

    No grego a palavra INIQUIDADE = ANOMIA, que significa, literalmente, SEM LEI.

    Muitos estão buscando um messias sem Lei, e quanto menos Lei maior a sensação de liberdade. Mas isto nunca foi o propósito de D’us.

    A Lei se manifesta com o sentido de que a Justiça seja estabelecida e se não houver lei, haverá iniquidade e iniquidade é pecado.

    Yeshua está diretamente ligado à Lei, até porque Ele é a Lei. Ele é a própria Torá encarnada. Ele nunca fez uma Lei própria, mas cumpriu a Lei do Eterno. Mas a Igreja se quiser adorar ao Eterno, deve cumprir a Lei como Ele a cumpriu.

    Cuidado!!!!

    A Igreja está querendo um messias para a livrar da Lei!

    Muitos se desculpam em versos mal interpretados de Paulo, dizendo que Cristo nos livrou da Maldição da Lei. Isto é uma verdade, mas não significa que a sua interpretação esteja correta por alguns exegetas contemporâneos. Paulo não disse que Cristo nos livrou da Lei, mas da maldição. O que ele afirmou é que todos nós estamos amaldiçoados por termos uma natureza ANOMA. Mas D’us, em Cristo, nos libertou dessa maldição para que fôssemos livres para cumprir a Lei do Eterno.

    Isto não é muito difícil de compreender até porque temos o exemplo de nosso Governo.

    Imaginemos que a maldição fosse uma penitenciária do Estado. Certamente, não é plano do Governo nos encerrar em uma cela, mas todos os que quebrarem as Leis do Governo, serão penalizados com a detenção. somente se for livre o cidadão poderá provar se realmente está arrependido e pronto para ser reintegrado à sociedade.
    Foi exatamente isso que Cristo fez! Ele nos libertou não para que pudéssemos ser livres de responsabilidades da Lei, mas para que pudéssemos OBEDECER a Lei do Eterno. E a Igreja que irá se encontrar com Ele é essa Igreja que se submete à Sua Lei. Assim como a esposa se submete ao marido a Igreja se submete a Cristo.

    Não há liberdade de Lei!

    Nunca houve nenhum discurso apostólico neste sentido. Pelo contrário, Cristo nos afirma que no fim dos dias o amor de muitos se esfriaria. Como saber que o amor se esfria, se o amor não pode ser medido? E muito menos sua temperatura? Certamente Ele está se referindo à disposição de obediência à Torá (Lei, Instrução), porque aquele que tem os Seus Mandamentos E OS GUARDA, esse é o que o AMA.

    Não há negociação! Temos que nos voltar aos mandamentos, às Leis de D’us, para que sejamos distinguidos da igreja ANOMA (sem lei).

    Esta mensagem precisa ecoar muito bem aos nossos ouvidos para que possamos estar conscientes do caminho que escolhemos!

    Que você escolha o Caminho da Obediência em Nome de Yeshua Hamashiach.

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida.

     
  • YOM KIPUR 

    Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 27/09/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: , , , , contrição, convocação, , cristãos, Eterno de Israel, festa, festas bíblicas, iom kipur, , , , , lamento, , perdão, santa convocação, sucot, sukot, tabernáculo, tabernáculos, , , yom kipur

    Yom Kipur

    Em Levítico 23 temos uma ordenança de estatuto perpétuo (v.31). Mas para muitos há uma dificuldade de entender o verdadeiro sentido dessa santa convocação. Para a comunidade cristã há um falso engano de que esta festa é uma determinação para o povo judeu no passado, e que hoje não há mais sentido. Para a comunidade judaica também há um discernimento de que essa convocação é para uma reflexão dos erros cometidos durante o ano que se passou. Mas o Yom Kipur é uma santa convocação para se fazer expiação (Yom Kipur – Dia do Perdão).

    D’us sempre está disposto a nos perdoar, a qualquer tempo de nossas vidas, porém, se faz necessário separarmos um tempo para o arrependimento, isto porque os nossos pecados não são insignificantes para D’us. Talvez a comunidade cristã interprete que essa festa não tem muito sentido por Cristo ter sido feito expiação pelos nossos pecados. Concordo em parte com esta linha doutrinária, pois, Cristo se fez a expiação pelos nossos pecados (Hb.9:19-28).

    No Dicionário da Bíblia de Almeida – 2a.Edição – Versão Eletrônica – 2005, apresenta um conceito de Expiação:

    “O perdão dos pecados daqueles que se arrependem deles e os confessam, acompanhado de reconciliação com Deus, através do SACRIFÍCIO de uma vítima inocente. No AT a vítima era um animal, figura e símbolo do Cristo crucificado AT Antigo Testamento Kaschel, W., Zimmer, R., & Sociedade Bíblica do Brasil. 1999; 2005. Dicionário da Bíblia de Almeida 2ª ed. Sociedade Bíblica do Brasil”

    Essa data nos fala da necessidade que todos temos de arrependimento. Por isso é um estatuto perpétuo. E por ser perpétuo não pode ser invalidada em nome da Nova Aliança, mas hoje tem muito mais importância por haver uma possibilidade real de arrependimento por causa do sangue de Yeshua.

    Mas o Yom Kipur também é uma data importante por nos unirmos em torno da intercessão pelo próximo. É tempo de apresentarmos a D’us nossos familiares, amigos, irmãos, nação, etc… aos pés do Senhor.

    Nos põe em posição sacerdotal de verdadeiros intercessores. É tempo de Arrependimento e Quebrantamento, é tempo de Intercessão, é tempo de Yom Kipur em Yeshua Hamashiach.

    Esta santa convocação nos apresenta o Messias de Israel vivo em cada coração que confessa o Seu Nome. Yeshua disse quando avistou Jerusalém:

    Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. E em verdade vos digo que não mais me vereis até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor! (Lc.13:34-35)

    Essa convocação é o tempo em que Israel volta a dizer: “Baruch Habá B’Shem Adonai” (Bendito o que vem em Nome do Senhor).
    Porque somente depois dessa confissão, Israel verá o Senhor para celebrar a maior festa de todas, a Festa dos Tabernáculos – O Senhor habitando entre nós! Aleluia!
    Que o Senhor nos direcione nessa Santa Convocação de Arrependimento e Contrição e que nos leve a Interceder para que o pecado seja definitivamente arrancado de nossos corações e vida para que um novo tempo nasça fazendo vislumbrar o Grande Momento de Tabernáculos sobre cada um de nós!
    Um Yom Kipur de muito Arrependimento e Contrição a todos em Nome de Yeshua Hamashiach
    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida
     
  • Hosh Hoshaná – 5770 

    Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 18/09/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: 5770, , , ano 5770, , ano novo judaico, começos, criação, criador, , hosh hoshaná, , , , , noto tempo, , recomeços,

    Murodalamentacoes

    Estamos no primeiro dia de Hosh Hoshaná do ano 5770. Alguns se perguntam por que se comemorar esta data judaica? Pois bem! Esta é uma data em que se comemora em todo o povo judeu, o início de um ano novo, ou seja, ao invés de celebrar a virada do ano em 31 de dezembro, os judeus celebram a virada do ano em Hosh Hoshaná. Isto se deve a um apurado estudo por rabinos que concluem ser nesta data a Criação da Terra pelo Eterno, portanto, em Hosh Hoshaná se comemora o dia da Criação da Terra. Não é somente uma data comemorativa, mas também um anuncio de que o Eterno é o Criador de todas as coisas.

    Ao meu ver, torna-se importante todos voltarem os seus olhos para esta data, pois, ela nos arremete à consciência de que todos os seres criados tem uma origem. A data de 31 de dezembro foi determinada pela Igreja Católica somente com o intuito de mudar as datas comemorativas de Israel forjando um novo ciclo religioso de comemorações totalmente desvinculado às celebrações judaicas. Com isto, foi-se criando aversão a qualquer data festiva judaica, que é bíblica.

    Com isto, a comunidade cristã gentílica, ao logo dos anos, foi-se distanciando das promessas e das riquezas provindas das festas judaicas (bíblicas). Temos que parar e fazer uma séria reflexão sobre o assunto. E não vejo melhor data que Hosh Hoshaná.

    Hosh Hoshaná nos fala de um tempo de recomeço. De recomeçarmos certos pautados num coração ensinável e sem nenhum tipo de preconceito quanto a verdade. Esta data não tem uma ordenança bíblica, mas um contexto histórico incalculável que certamente nos trará benesses. Acho engraçado o fato de não nos causar nenhum tipo de repulsa o fato de festejarmos o dia 31 de dezembro, mas quando celebramos o começo de mais um ano a partir da Criação, não temos dificuldades em encontrar pessoas com olhares atravessados com um juízo de condenação por entender que o nosso intuito é “judaizar”.

    É muito triste pautarmos nossa vida em princípios vazios e ignorantes, somente porque o nosso juízo se tornou verdade absoluta. Acredito que não podemos mais perder tempo com balbúrias que não nos edificam. Temos que olhar para as verdades de D’us manifestas na História, que comprovam a nossa fé na Verdade da Palavra do Eterno.

    É tempo de resistirmos a resistência pagã e anti-judaica. Chega de sermos levados pelos nossos costumes vazios e baratos e de termos essas pseudo-verdades por certo.

    Que Hosh Hoshaná seja um novo tempo para um novo recomeço em sua vida. Que as Verdades da Palavra do Senhor sejam vistas pela História com o Povo de Israel. E que neste novo ano judaico, possa ser um novo ano em sua vida para que o Senhor recrie em você um novo coração e um novo Espírito a partir de Yeshua Hamashiach.
    Que o Senhor abençoe a todos em HOSH HASHANÁ

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida

     
  • DEPRESSÃO 

    Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 17/09/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: , , , culpa, , desvalorização, fadiga, falta de concentração, indecisão, insignificante, , pessimismo, sintomas,

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    A depressão é uma das experiências mais perturbadoras do ser humano

    Quando se trata de depressão, deve-se evitar a palavra doença. É mais apropriado usar a expressão transtorno psíquico. Outra observação: quando a depressão se instala, apelos bem intencionados, conselhos na linha do pensamento positivo e exemplos desafiadores só contribuem para que o deprimido sinta-se ainda mais incapaz e desalentado. Essas e outras ponderações sobre depressão estão nesta entrevista com Uriel Heckert, doutor em psiquiatria pela Universidade de São Paulo, professor da mesma ciência na Universidade Federal de Juiz de Fora e presidente do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC).

    Ultimato - O que é depressão?

    Uriel - É um estado de sofrimento psíquico caracterizado fundamentalmente por rebaixamento do humor (isto é, do estado afetivo básico apresentado pela pessoa), acompanhado por diminuição significativa do interesse, prazer e energia. Normalmente, acrescem-se alterações do sono e apetite, retardo psicomotor, sensação de fadiga, falta de concentração, indecisão, diminuição da autoconfiança, pessimismo, idéias de culpa, desejo recorrente de morrer, entre outros sintomas. Depressão deve ser diferenciada de tristeza, que é uma experiência humana universal e esperada diante de experiências desfavoráveis, como o luto, por exemplo. O diagnóstico de depressão implica na correta avaliação das características e intensidade dos sintomas, bem como o tempo de evolução e suas repercussões.

    Ultimato - Qual a diferença entre depressão e distimia?

    Uriel - As duas formas reconhecidas de depressão são a depressão maior e a distimia. Na primeira, os sintomas são pronunciados, de instalação rápida, com quadro clínico mais expressivo e definido. Já na distimia os sintomas são mais discretos e nem sempre claramente percebidos, porém arrastam-se por tempo prolongado. Em ambas as formas há grande sofrimento emocional, com repercussões físicas, sociais e possíveis prejuízos em várias áreas da vida pessoal. Outra classificação distingue episódio depressivo e transtorno depressivo recorrente. Neste último, há tendência a recidivas, após períodos variáveis de remissão dos sintomas. Na verdade, o campo dos transtornos do humor recebe grandes investimentos em pesquisas, atualmente. Assim, é de se esperar que ocorram mudanças nas tipologias, visando maior precisão no diagnóstico e terapêutica.

    Ultimato - A revista Saúde de outubro/2000 diz que 19% da população mundial sofre de depressão e a revista Veja de 1º de novembro/2000 diz que a distimia atinge 4% dos habitantes do planeta. O sr. confirma estes dados?

    Uriel - A depressão é dos transtornos mentais mais freqüentes e está entre as principais preocupações da Organização Mundial da Saúde para a presente década. Estima-se que de 15% a 20% da população em geral apresenta depressão maior em algum período da vida. Acresce-se a isso o fato de que, sob algumas condições, as pessoas se mostram mais vulneráveis; por exemplo, quando enfermas, idosas ou quando experimentam situações de perda ou desamparo. A distimia tem prevalência ao longo da vida de 4 a 5%. Estes dados têm sido confirmados junto à população brasileira.

    Ultimato - A depressão é mais comum no homem ou na mulher? Há uma faixa etária mais vulnerável?

    Uriel - Ela é significativamente mais freqüente em mulheres do que em homens, na razão de dois para um. Em períodos como puerpério, menopausa e idade avançada, a depressão tem maior incidência. Adultos descasados apresentam-na numa proporção de duas vezes e meia maior que os casados.

    Ultimato - A depressão é uma doença mental?

    Uriel - Atualmente, evita-se a expressão doença mental, pois não se tem clareza total sobre os fatores que determinam os transtornos psíquicos. O termo doença tem sido reservado para aquelas poucas condições em que já se tem certeza de um mecanismo patológico, principalmente se ele é de natureza biológica (por exemplo, Doença de Alzheimer, em que há uma degeneração das estruturas cerebrais, constatável e mensurável). Assim, prefere-se falar em transtorno, sem comprometer-se com possíveis determinantes. No caso da depressão, a polêmica se estabelece com aqueles que insistem em considerá-la como uma mera disposição comportamental, uma deficiência de caráter, ou mesmo um problema de natureza espiritual. Todo o cuidado é necessário, é verdade, para não tomar como patológicas expressões diversas do comportamento humano. O campo da saúde mental não deve ser usado para escamotear responsabilidades sociais e morais. Muito menos pode ser instrumento para se desqualificar experiências inusitadas de contato com dimensões profundas da alma.

    Ultimato – O que provoca a depressão?

    Uriel - A noção que hoje predomina no campo da saúde mental é da multicausalidade. A predisposição genética parece importante, bem como alterações de funções cerebrais, principalmente no nível da neuroquímica. Por outro lado, a disposição psíquica individual pode favorecer que a depressão se desenvolva (padrões de pensamento pessimista e auto-acusatório, expressão reprimida de necessidades e vontade, níveis elevados de introversão e dependência, freqüente mau humor e irritabilidade, entre outros). Também as vivências de perdas, sejam elas reais ou simbólicas, predispõem sua instalação, bem como situações de privação e isolamento social. É preciso lembrar a chamada depressão secundária, resultante de enfermidades clínicas variadas e uso de alguns medicamentos.

    Ultimato - A depressão pode ser prevenida?

    Uriel - As pessoas que têm uma predisposição familiar e, ou aquelas com perfil de personalidade favorável ao desenvolvimento da depressão, podem ter alguns cuidados preventivos. Aqueles momentos da vida em que se mostra maior vulnerabilidade também devem merecer atenção. Esses podem estar relacionados ao ciclo da vida (puerpério, menopausa, velhice) ou a episódios desfavoráveis (mudança geográfica, aposentadoria, desemprego, separação conjugal, doença grave, cirurgia mutiladora, tragédias coletivas, entre outros). Ajuda psicológica pode ser muito útil em todas as circunstâncias acima. Além disso, hábitos de vida saudáveis são sempre recomendados. Sabe-se que exercícios físicos, principalmente ao ar livre, em contato com raios solares, estimulam a produção pelo organismo de neuro-hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar. Eles favorecem a manutenção do humor. O respeito aos ritmos biológicos é também indicado, principalmente o sono. Quanto às crenças e práticas religiosas, dados empíricos apontam que podem ter papel preventivo. Entretanto, não bastam meras formalidades e hábitos rotineiros. Importância tem sido dada à chamada religiosidade intrínseca, relacionada a convicções bem estabelecidas, que sejam doadoras de sentido à existência e tragam forte envolvimento pessoal. Mesmo uma fé assim nem sempre é suficiente para evitar que o cristão sofra de depressão. Em ocorrendo, contudo, há evidências que sustentam a expectativa de uma evolução mais favorável.

    Ultimato - A depressão afeta o raciocínio e a vida religiosa do paciente?

    Uriel – Todas as dimensões da vida individual e relacional são afetadas pela depressão. Estando o humor rebaixado, falta interesse, desaparece a curiosidade intelectual, reduz-se a capacidade de concentração, o raciocínio fica lento. Os conteúdos do pensamento assumem tom pessimista, dando espaço para idéias de recriminação e culpa extremamente penosas. Nos casos mais graves, idéias de morte estão sempre presentes e podem ser muito perturbadoras. A vida religiosa também é atingida. É comum que não haja disposição para as práticas habituais da oração, leitura da Bíblia, da mesma forma que não existe ânimo para o trabalho e outras formas de prazer. A tendência da pessoa é isolar-se no seu sofrimento, evitando contatos, visitas, idas a igreja ou qualquer outro lugar. É importante lembrar que, se a depressão está presente, apelos bem intencionados, conselhos de “pensamento positivo”, exemplos desafiadores só contribuem para que a pessoa sinta-se ainda mais incapaz e desalentada. A disposição afetiva, que se constitui no grande motor da vida, é a função psíquica primariamente afetada na depressão. Assim, tudo o mais torna-se desinteressante e a incapacidade para reagir pode ser extrema.

    Ultimato - Qual a relação da depressão com o estresse?

    Uriel - Estresse refere-se à condição do organismo que está submetido a uma pressão exagerada, acima das suas possibilidades saudáveis de adaptação. Diferentes enfermidades físicas e psíquicas podem surgir em decorrência de um estresse prolongado. A depressão é dessas conseqüências uma das mais comuns em nossos dias.

    Ultimato - Diante de um caso de depressão, que providência deve ser tomada?

    Uriel – Antes de qualquer iniciativa, é muito importante definir o diagnóstico. Pode ser que a pessoa apresente uma tristeza transitória, plenamente justificada diante de algum episódio da vida, como luto, perdas, enfermidades. Outra possibilidade é que a alteração do humor seja sintoma de alguma enfermidade física, como anemia, hipotireoidismo, doenças neurológicas, algumas infecções, uso de certos medicamentos. Mesmo nesses casos, uma depressão secundária pode se instalar, a ponto de merecer tratamento específico. Há ainda que diferençar de outros transtornos psíquicos cujos sintomas se confundem com os da depressão: transtornos alimentares, de personalidade, quadros ansiosos, psicoses, demências. Uma vez identificada a depressão como sendo o transtorno psíquico primário, cabe verificar se ela é unipolar ou bipolar. Nesse último caso, a depressão é uma das fases do chamado transtorno bipolar do humor, em que se alternam fases de exaltação psíquica. A rigor, todo profissional da saúde deve estar apto a distinguir as situações acima descritas e encaminhar as pessoas ao tratamento mais adequado.

    Ultimato - Quem deve cuidar do deprimido: um neurologista, um psicólogo ou um psiquiatra?

    Uriel - Em nossos dias, tem sido muito enfatizado o tratamento com medicamentos específicos, os chamados antidepressivos. Eles agem no nível das sinapses do sistema nervoso central, ativando a ação dos neurotransmissores (serotonina e noradrenalina, principalmente). Os resultados do uso dessas substâncias têm sido animadores. Entretanto, deve-se lembrar que a depressão é uma experiência vivencial profunda, das mais perturbadoras para o ser humano. Como tal, ela implica sempre numa reconsideração existencial, que leva a reavaliação de atividades, compromissos, relacionamentos, valores e crenças. Sabe-se mesmo que a sua superação está relacionada à elaboração do significado que a experiência passa a ter na história de vida pessoal. Assim sendo, é indispensável que se propicie espaços terapêuticos em que a expressão dos sentimentos seja valorizada e estimulada, com vistas à sua adequada integração. Vê-se, portanto, que há ações que podem ser providas por diferentes fontes que atuem, preferencialmente, de forma coordenada e convergente. Algumas competências são específicas dos profissionais da saúde, como o ato de diagnosticar, medicar, exercer a psicoterapia, orientar sobre atitudes e riscos. Outras medidas de suporte podem ser supridas por familiares e amigos habilidosos, especialmente aqueles que já passaram por experiência semelhante, bem como por pastores e conselheiros capacitados. Papel destacado pode ocupar a igreja, desde que seja uma comunidade de acolhimento e estímulo aos que sofrem e às suas famílias.

    EDIÇÃO 269 – Revista Ultimato

     
  • MARCHA PRA JESUS? 

    Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 17/09/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: , , eclesia, , interesses pessoais, , marcha pra jesus, ministério, , pastoral, pastores, , secularismo, sincretismo, vergonha,

    Marcha soldado, cabeça de papel

    Há cerca de um quarto de século, um ministro anglicano no interior da Inglaterra, diante da divisão do Corpo de Cristo e do avanço do Secularismo, teve a feliz ideia de convidar colegas de outras igrejas para fazerem uma passeata pública como demonstração de unidade e expressão de fé. Já que a semana que precede o Dia de Pentecostes (no calendário das Igrejas Históricas) é dedicado à unidade dos cristãos, tal evento deveria acontecer sempre no sábado da semana anterior à festa dedicada ao Espírito Santo. O evento foi denominado de “Marcha para Jesus”* e deveria ser espontâneo e informal. Organizações como a Jocum, a Primus e a Ichthtus compraram a ideia e em 1987 na cidade de Londres, promoveram o primeiro grande evento de massas. Em poucos anos a marcha se propagou por todo o mundo, arrastando multidões cada vez maiores, no que foi jocosamente chamado de “a procissão dos crentes”… Como tudo no Brasil parece acabar em pizza, samba ou malandragem, eis que a nossa “Marcha” virou marca registrada, patenteada por uma esperta “denominação” pseudo-pentecostal de íntima convivência com o Poder Judiciário daqui e doutras terras. No Brasil a “Marcha” tem dono. Como é um evento único, e uma forma de peitar a sua concorrente, a “Marcha do Orgulho Gay”, muita gente tem participado dela, embora a reboque do “apóstolo”, da “bispa” ou de seus representantes. E, o que é pior, um ato que em todo mundo é apartidário, aqui virou palanque para os políticos apoiados por seus organizadores, inclusive em ano eleitoral. Políticos a fim de faturar o voto evangélico e que fazem acordos com os seus organizadores, mas que, conforme seja, não teriam problema em subir nos trios elétricos da colorida marcha concorrente. O falecido ex-presidente da França, general Charles de Gaulle, afirmou certa vez não ser o Brasil “um país sério” (o que muito nos ofendeu). Mas que às vezes parece que o velho general tem razão, isso parece. Que Jesus não seja um pretexto, não tenha donos e não seja usado como cabo eleitoral! Cada dia marchemos unidos pelo Evangelho de salvação e transformação.

    • Robinson Cavalcanti é bispo é bispo anglicano da Diocese do Recife autor de, entre outros, A Igreja, o País e o Mundo, A Utopia Possível e Cristianismo e Política. http://www.dar.org.br

    *Foi sancionado no dia 3 de setembro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto de lei que institui o Dia Nacional da Marcha para Jesus, informa a Folha Online. O projeto de lei foi apresentado pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e a comemoração acontecerá sempre no primeiro sábado 60 dias após o domingo de Páscoa.

    ARTIGO PUBLICADO NO SITE DA REVISTA ULTIMATO EM 08 DE SETEMBRO DE 2009

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 11/09/2009 Link Permanente | Responder

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 02/09/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: acreditar, , chamado ministério, , , líder, liderança, ministério pastoral, ,

    DESABAFO DE UM PASTOR

    Quando tinha aproximadamente doze anos de idade, havia em meu coração uma forte convicção de que o Senhor estava me separando para o Ministério Pastoral. O mais difícil para mim não era entender o chamado, mas convencer meus pais, já que tinham tantos sonhos comigo. Mas a despeito de qualquer adversidade, tive o privilégio (segundo o meu entendimento na época) de ser ordenado aos vinte e um anos de idade. Em unanimidade fui aceito e reconhecido pela comunidade que freqüento até hoje. Mas este também não era o maior desafio que iria enfrentar, e sim, na verdade o que viria após a minha ordenação. Por ser muito novo, achava que minhas convicções teológicas eram “as verdades”, pois já era um pastor e pastor sempre tem a resposta para tudo. Que pena! Com o passar do tempo tive que ir reconhecendo que muitas coisas em que se basearam a minha fé estavam erradas e então o que fazer, pois pastor não pode errar jamais, principalmente em aspectos espirituais e teológicos. O que fazer? Achei apenas uma saída: O Arrependimento! Foi por esse caminho que decidi trilhar e restaurar minha vida. Achei que por ser pastor conhecia a Bíblia, mas na verdade hoje descobri que se eu quiser entender a Bíblia, preciso crer nela, ou seja, em tudo o que ela diz. As interpretações pessoais afetaram meu conhecimento de D´us. Mas vejo que muitos pastores tem trilhado esse caminho. Acabam no engano de si mesmos e de D´us. Conhecem um D´us que criaram para si próprios ou para sua comunidade local. Não podemos mais aceitar este tipo de situação! Esse deve ser um tempo de profundo arrependimento, pois o mundo está em crise e a comunidade cristã não tem tido muita participação para a restauração do mundo. Parece que a nossa teologia nos reduziu a nós mesmos, quando muito nossa instituição. Esse não é o evangelho que Yeshua pregou e nem a verdade que precisava ser aceita e crido no mundo. Não podemos viver um evangelho pessoal e de convicções particulares para que haja algum tipo de felicidade íntima. Hoje, continuo atuando no pastorado, mas com um outro coração! Com a certeza de que o que realmente interessa é o Reino de D´us e a Sua Justiça.

    QUE EU DIMINUA PARA QUE ELE CRESÇA!

    Em nome de Yeshua,

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida

     
  • AUTO-ADORAÇÃO – O MAIOR PRINCIPADO A SER DERROTADO 

    Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 02/09/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: , , auto-imagem, benção, , , , , , , judeus e gentios, , lei do Senhor, povo de D'us, povo de Deus, principado, reunião, , ,

    AUTO-ADORAÇÃO: O maior principado a ser derrotado!

    Por Valdemir Sarmento de Almeida.

    Que terrível a grande batalha espiritual temos que enfrentar. Às vezes tenho que me controlar por não conseguir entender o que se passa na mente e no coração da Comunidade Evangélica no Brasil. Há uma auto-adoração fora de série. Parece que todos estão procurando sua auto-felicidade o tempo inteiro! Parece que todo o evangelho gira em torno da satisfação e realização pessoal. Realmente essa doutrina sincrética que temos extraído do budismo e de tantas outras religiões, tem-me feito estar incomodado com esta situação. Esse blog tem sido a minha câmara de escape para que eu possa desabafar com você, meu amado leitor, o que tenho presenciado na vida daqueles que se julgam ser o verdadeiro povo de D’us na face da Terra.

    O povo evangélico tem negligenciado uma verdade bíblica muito séria, a de que a Lei sairia de Sião e a Palavra de D’us de Jerusalém. Com base nessa profecia, temos a verdade de que Yeshua começou a ensinar em Jerusalém (aos doze anos no Templo), foi batizado e começou efetivamente seu ministério em Jerusalém. Ele foi assunto aos céus, em Jerusalém, o Espírito Santo desceu na Festa de Shavuot (Pentecostes) em Jerusalém, os discípulos e todos os judeus que creram em Yeshua, saíram de Jerusalém para anunciar o Reino de D’us.

    O apóstolo Paulo afirma que a Salvação veio, primeiro, para os Judeus e depois para os Gentios. Também que os Gentios foram enxertados na Oliveira que é Israel. Em Efésios dois, verso onze, temos mais uma importante declaração de que as alianças, o D’US, as promessas e a comunidade de Israel foram, em Yeshua, dadas também aos Gentios.

    Mas o que me assunta profundamente é a falsa realidade em que se encontra a chamada “Israel de D’us” (a Igreja Evangélica), ela não sente a necessidade de Israel nesse processo. A Igreja está totalmente alheia à realidade de que Israel é a Oliveira. Ela não sente necessidade de suas raízes, de suas origens. Pelo contrário, tenho deparado pessoas que sentem a necessidade de estar totalmente separada de Israel, em todos os aspectos e de que quanto mais longe, melhor.

    Pode até ser, mas nunca poderá ter a revelação da Verdade, porque a Lei foi dada ao Povo Judeu para que esse pudesse compartilhá-la com o mundo. Se o mundo rejeitar a Lei, certamente terá dificuldade de entender Yeshua (o Judeu), pois, o propósito da Lei é ensinar sobre Cristo (Rm.10:4), porque Ele mesmo a cumpriu cabalmente (Mt.5:17).

    Bem, e é exatamente aqui que começam todos os nossos problemas!

    Paulo, em Romanos afirma que o seu homem interior tem prazer na Lei do Senhor (Rm.7:22), mas se a Comunidade Cristã e em especial a evangélica se livra da Lei por ser ela uma Palavra de D’us temporal (apenas para a antiga aliança) então, faz-se necessário basear o evangelho em outras doutrinas que não apostólicas, tendo em mente que o Novo Testamento não existia na época dos apóstolos.  Que Doutrina era essa que mexeu com a Igreja em Jerusalém e expandiu o Reino de D’us em toda a Ásia e Oriente Médio?

    Não havendo mais a realidade do Antigo Testamento, por ser ele da antiga aliança, certamente houve um grave erro. A centralidade do Homem no Evangelho. Agora! Buscamos a D’us nas Igrejas para que o “Seu Poder” se manifeste. E a maior evidência de que D’us está em algum lugar, é por causa dos “milagres e maravilhas”.

    Mas fica a pergunta, um tanto quanto ousada: PRA QUE MILAGRES?

    Observe que na maioria esmagadora das vezes em que as pessoas buscam algum tipo de milagre, é porque ela está centrada em si mesma. O seu coração está voltado para ela mesma, e se D’us não lhe “abençoar” ela ficará fria na fé, e corre um grande risco de se desviar. Mas e se o Milagre chegar?

    Lembro-me quando convidei certo pregador para vir à uma de nossas reuniões porque alguns irmãos o tinham visto em outro lugar. Esse pregador se tornara conhecido como um grande operador de milagres. E quando ele veio à nossa comunidade, leu um versículo e orou. Após a sua oração muitas pessoas foram curadas, sinais de ouro começaram a aparecer nas mãos de muita gente e restaurações de ouro na boca de outros. Claro que todos nós ficamos, na época, muito maravilhados. Alguns tiveram que sair carregados, tamanha unção no lugar.

    Talvez você esteja pensando aí: “Puxa como eu precisava estar lá para renovar a minha fé!”

    Pois bem, após os milagres, embora muito maravilhado, comecei a questionar: “E agora? Como não permitir que isso se vá?”

    Ele se foi e os milagres também!

    E daí? O que ficou? NADA! Muitos se esqueceram. Outros até mesmo já se desviaram.

    Então pude perceber que o objetivo de D’us e a ênfase de D’us não são os milagres ou os moveres proféticos que temos em nossas reuniões, mas, certamente, a Sua Palavra escrita em nossos corações. Pois estas coisas podem contribuir para que o próprio homem seja adorado e engrandecido. Queremos estar sempre certos para que a nossa auto-imagem não seja abalada e nosso Ego valorizado. E a isto eu chamo de Auto-Adoração.

    Mas até hoje as pessoas querem mais! E qual a medida desse mais? Elas querem mais milagres, e mais milagres, e mais milagres, mas se esquecem de D’us. É o filho querendo o “bolso” do Pai sem nem se preocupar com os sentimentos e o coração do Pai.

    O poder de D’us não é para a satisfação e realização do Homem, mas para que a Glória de Adonai seja revelada. Tudo o que temos feito e “profetizando” visa nossos sonhos e interesses pessoais de realização. Assusta-me o fato de que tudo isto tem corroborado para o fortalecimento da Auto-Adoração.

    MAS ESSE NÃO É O EVANGELHO!

    O Evangelho visa o próximo! Ele quer que o outro cresça, ele busca os interesses do próximo porque se entende que o próximo é maior que a si mesmo. Pouquíssimas vezes encontrei pessoas que buscaram um milagre para outro, porque simplesmente o amava.

    E quando falo em amar o outro, não falo de parentes e amigos particulares, porque às vezes buscamos a conversão ou o milagre desse próximo somente porque não queremos ser incomodados e também porque firma a nossa convicção religiosa diante do outro, como se dissesse: “Está vendo? Estou certo!”

    Amar o próximo é o desejo de ver o homem que você deparou com ele na rua, sendo completamente restaurado.

    A nossa auto-adoração nos impede de olhar para o outro. Nos impede de amar o próximo e desejar o melhor de D’us para ele.

    A nossa auto-adoração nada mais é do que o nosso afastamento da Lei de D’us, para amar-se a si mesmo.

    É o nosso EU do Conhecimento do Bem e do Mal trazendo os próprios conceitos de certo e errado a despeito de D’us, aliás, D’us é quem tem que se conformar à minha versão dos fatos, por crer que estou certo e de que “posso todas as coisas naquele que me fortalece”. Mas cuidado “super-homem”, sempre haverá uma “criptonita” para frustrar a sua força e fazê-lo dobrar-se à verdade de que só há um D’us.

    ADONAI EHAD!

    Não podemos perder mais tempo! É hora de nos prostrarmos diante de D’us e reconhecermos o nosso papel diante das nações. A igreja precisa voltar a entender a Lei do Senhor, que é perfeita, e escrevê-la em seu coração pelo Espírito Santo.

    Chega da AUTO-ADORAÇÃO! Vamos derrubar este principado definitivamente, em Nome de Yeshua Hamashiach.

     
  • O QUE É O AMOR? 

    Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 26/08/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: abandonar, abandono, , , , , , cristão, , , , , desistência, desistir, desobediência, desviados, desviar, emoções, , , , , , , paixão, sentimento, , verdadeiro amor,

    O QUE É AMOR?
    Pr. Valdemir Sarmento de Almeida

    O nosso conceito ocidental afirma que Amor é o mais forte de todos os sentimentos. Ele nos leva a viver um êxtase. Podemos até confundi-lo com paixão. Para alguns, a diferença está na duração. Mas será que o amor é este sentimento; o frio na barriga que nasce na espinha. O desejo, quase que incontrolável, de ter a pessoa amada ao lado a qualquer custo?

    É uma grande decepção quando olhamos para algumas pessoas que descreviam este sentimento por uma outra pessoa, ou até mesmo por D’us, mas que bastou apenas um pouco de tempo para que ela abandonasse esse “amor”.
    A Bíblia afirma que o Amor JAMAIS ACABA. É difícil entender essa verdade, principalmente diante de um quadro de brasileiros que confessaram com toda a sua sinceridade que amavam ao Senhor. Acredito que há algo muito sério que precisa ser revisto sobre o verdadeiro amor.

    Amor é a natureza de D’us, e porque não dizer, sua própria essência! João, em sua epístola afirma que D’us é Amor. Quem abandona o Amor, abandona a D’us. Mas se o Amor jamais acaba, então porque tantas pessoas abandonaram ao Senhor ao longo da caminhada. Talvez, você mesmo que está lendo este artigo esteja com o seu amor um pouco frio ou até mesmo congelado.
    Talvez gostaria que até fosse diferente, mas é difícil lutar contra os sentimentos.

    Mas, ao meu ver esse é o grande problema. O primeiro Adão foi feito alma vivente. Até aqui não há problema algum se esse Adão não tivesse comprometido de uma forma direta a sua alma, e agora seus sentimentos também ficaram comprometidos. E se comprometeram a tal ponto que a própria Bíblia afirma que o coração do homem é enganoso. Por isso, maldito é o homem que confia no homem.

    A alma, sentimentos, estão comprometidos de uma forma direta e por isso, qualquer forma de tentar adorar e servir a D’us através de sentimentos é extremamente perigoso. Nós somos pautados em nossos sentimentos para realizarmos qualquer coisa.

    Mas e agora? Como fazer para saber se amo Verdadeiramente a D’us? A resposta é simples! Não confie em seus sentimentos. Existe uma forma bíblica de amar sem ser por sentimentos e essa forma é através a verdade, da razão! Paulo nos dá uma importante direção em Rm.12, o CULTO RACIONAL.

    Não devemos prestar cultos a D’us por sentimentos, mas por razão. Deve haver entendimento em tudo o que se faz, para que Ele receba.
    Talvez o que eu tenha a lhe dizer não lhe agrade muito, mas é a pura verdade. D’us não está nem um pouco interessado no culto que você oferece a Ele regado de emoções e espetáculos. Isto porque a motivação é a alma, mas Ele se alegra com o culto que você presta a Ele em meio ao caos, quando sua alma está abalada e quando os sentimentos são contrários à adoração, porque é exatamente neste momento que você está dizendo à Ele: “Senhor, não são os meus sentimentos que regem o meu amor, mas a Verdade que habita em mim, a despeito de qualquer situação.

    O verdadeiro adorador é aquele que O adora em Espírito e em Verdade, não em sentimentos.

    Amar é uma decisão consciente. Por isso ele jamais acaba.
    Quando nos deparamos com pessoas que se desviaram, certamente elas basearam seu amor nos sentimentos e quando seus sentimentos falharam, veio a decepção e o desvio, mas posso afirmar categoricamente que o Senhor é o mesmo antes e depois de suas emoções. Não foi Ele quem se desviou, mas nós mesmos.

    Esta é a hora que reavaliarmos o nosso verdadeiro coração e disposição de Amar ao Senhor. Amor envolve obediência às sua Leis em qualquer circunstância. Por isso, deixe que o Espírito de D’us o traga ao arrependimento e o conduza pelo caminho do Verdadeiro Amor, para que não haja, jamais em sua vida, decepção e desvios.

    Que o Senhor lhe abençõe com o Seu Amor!

     
    • João Bosco 1:06 em 26/09/2009 Link Permanente | Responder

      Gostei muito de encontrar seu blog, partilho de sua descobertas relacionadas a Yeshua e à Torá, tive um sonho, em Maio de 2004 e conheci o Judismo Messiânico em 2006 no Recreio, com o Rosh Marcos Andrade, é uma longa história, hoje moro em Campos. Aqui leio toda a Bíblia conforme o calendário judaico, é uma revelação completa, plena de Ruach HaKodesh. Montei um blog, no qual escrevo algumas mensagens.
      Shaná Tová, umetucá uvrachá v’Shalom

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