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  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 16/12/2009 Link Permanente | Responder
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    Oração 

    PACTO JOVEM – Estudo Semanal

    Série: Doutrinas Bíblicas

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida

    Este estudo dirigido pode ser encontrado no blog do pastor Valdemir:

    pastorvaldemirsarmento.wordpress.com

    Oração

    “…também os ensinava e dizia: Não está escrito:

    A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações?

    Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores.”

    Marcos 11:17

    “O homem deve saber que, durante a sua prece, ele se acha no palácio do Rei e que não vê senão o Rei. Ele se esquecerá então até da sua existência.”
    (Rabi Nahman de Bratslav)

    Desde pequeninos aprendemos que orar é falar com D’us. Este conceito não está errado, porém gostaria de estudar de uma maneira mais profunda sobre oração para que entendamos que a oração vai além, e muito além, de falar com D’us.

    Como Orar Corretamente?

    Todo novo convertido tem esse questionamento! O que é oração? E Para que serve?

    Para alguns a oração é a maneira que D’us disponibilizou para que pudéssemos alcançar o que queremos ou achamos que precisamos. Para outros é uma maneira de nos confortamos com as situações que enfrentamos. Há quem diga que a oração não pode mudar nada, ela somente tem a função de consolar o aflito.

    Diante de tantos conceitos ficamos incertos quanto ao nosso objetivo acerca da oração. Acredito que este foi o dilema enfrentado pelos discípulos na época de Yeshua (Jesus). Certamente eles deparavam com conflitos pessoais quando estavam orando. Mas o que achamos era que aqueles discípulos todas as suas orações respondidas, mas isto é apenas um engano e a maior prova que podemos ter, está na própria Palavra do Senhor que afirma que eles (os discípulos) pediram para que Yeshua os ensinasse a orar.

    Este princípio de oração ensinado pelo Mestre trás umas realidades surpreendentes, inclusive para os próprios discípulos. Vamos fazer uma rápida reflexão sobre a Oração que Yeshua (Jesus) ensinou em Mateus 6:5-14

    5 E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.

    6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

    7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.

    8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.

    9 Portanto, vós orareis assim:

    Pai nosso, que estás nos céus,

    santificado seja o teu nome;

    10 venha o teu reino;

    faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;

    11 o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;

    12 e perdoa-nos as nossas dívidas,

    assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;

    13 e não nos deixes cair em tentação;

    mas livra-nos do mal

    [pois  teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!

    14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; 15 se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.

    A primeira realidade que Yeshua (Jesus) nos mostra é que a oração deve ser uma prática individual (vs.5 e 6) com a porta fechada em secreto! Toda oração que não for feita em acordo com a Vontade de D’us, é vã.

    Yeshua motivou a oração individual, no quarto, e recriminou a oração feita em pé nas sinagogas. Isto porque a intenção é que a oração seja uma prática muito íntima e pessoal. A oração não podia ser feita semelhante a dos gentios que não conheciam ao D’us Eterno, porque o Senhor sabe de tudo o que pedimos antes mesmo que o peçamos. O que Yeshua (Jesus) está ensinando é que a oração não deve ser feita no sentido de suprimento necessidades pessoais, porque Ele sabe do que necessitamos (v.8).

    No verso 9 em diante temos uma Oração que Yeshua (Jesus) ensina para os discípulos. Vamos avaliar rapidamente esta oração:

    No verso 9 Ele começa reconhecendo que o Pai está nos céus e o Seu Nome deve ser santificado. Aqui Yeshua (Jesus) está afirmando que o propósito da Oração é que o Nome de D’us seja santificado. Então a oração tem a responsabilidade de santificar o Nome de Adonai.

    A primeira atitude para que o Nome de Adonai seja santificado é clamando para que o Reino de D’us venha através da Sua Vontade realizada na Terra como no Céu (v.10). Isto significa que a primeira posição que devemos tomar é de Obediência à Vontade de D’us. Porque quando buscamos a vontade de D’us o nosso foco passa a ser o próximo e por isso não conseguiremos mais ser individualistas embora a oração deva ser uma prática individual. Então, o pão nosso de cada dia passa a ser uma oração diária que se preocupa com o próximo. Ele não disse o pão nosso de todos os dias… (v.11).

    Progressivamente temos nesta oração uma ordem para que a nossa oração tenha eficácia. Agora Ele nos ensina que quando nos preocupamos com o próximo teremos, com o resultado, o amor ao próximo. E por isso teremos facilidade em perdoá-lo (v.12). Mais sério se torna quando Yeshua (Jesus) nos ensina a pedirmos a D’us que faça conosco o que fazemos com o próximo, que nos perdoe como temos perdoado.

    Como fruto desse coração, podemos pedir ao Senhor que nos livre em meio à tentação. O que nos leva a entender que a nossa vitória sobre as trevas não é individual mas absolutamente ligada ao próximo.

    Porque quando fazemos isto, estaremos santificando o Nome do Senhor, pois estaremos reconhecendo que D’Ele é o poder, o Reino e a Glória para sempre. Amém!

    Faça esta Oração:

    [Senhor, nesta lição aprendi que a minha oração deve estar ligada à Tua Vontade e a Tua Vontade começa no meu próximo. Quero que o Senhor me perdoe assim como eu tenho perdoado, quero que o senhor me ame como eu tenho amado, por isso, quero ser transformado à Imagem e Semelhança de Jesus. Agradeço pelo ensino de Yeshua (Jesus) por me alertar com respeito a importância da Oração. Que a minha oração seja para a Santificação do Teu Nome. Por isso eu oro em Nome de Yeshua, o Messias de Israel. Amém!]


    Leitura Semanal


    Domingo – 1 Reis 8:22-53

    Segunda – 2 Crônicas 6 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

    Terça – 2 Crônicas 7 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

    Quarta – Neemias 1 e 2 – Escreva o seu Comentário sobre os Capítulos

    Quinta – Salmos 102 e 103 – Escreva o seu Comentário sobre os Capítulos

    Sexta – Daniel 9 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

    Sábado – Habacuque 3 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 03/12/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: , , animo, , D'us, , , evangélica, , , , palavras de incentivo, , pensamento positivo, positivismo, , , , , Yaveh   

    Fé 

    PACTO JOVEM – Estudo Semanal

    Série: Doutrinas Bíblicas

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida


    “Todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma.”

    Hebreus 10:38

    “A fé não é saber qual é o mistério do universo, mas sim a convicção de que existe um mistério

    e que ele é maior do que nós.” (Rabino David Wolpe)

    Quando se fala de Fé, logo vem à nossa mente o desenvolvimento de um pensamento positivo, sem nenhum tipo de dúvida, porque entendemos que se não houver dúvida, certamente haverá Fé.

    Mas como saber se temos Fé?

    Para sabermos se temos Fé, necessitamos entender o que ela é e representa para as nossas vidas.

    Como este é um assunto que vai mexer com nossas estruturas, gostaria de começar com uma oração para que as nossas mentes e corações sejam abertos para entender estas verdades, porque a pessoa que já está “viciada” na sua interpretação certamente terá dificuldade de aprender, pelo simples fato de não querer abrir-se à verdade.

    Então, faça comigo esta oração:

    [Senhor, eu não quero viver em enganos, ajuda-me a entender a Fé. Não quero que a minha fé seja manipulada por entendimentos humanos ou pela má interpretação da Bíblia. Que o Espírito do Senhor seja o meu discipulador nesta hora e que me ensine sobre a Fé pela Palavra da Verdade. Também lhe peço que os meus conceitos sejam destruídos para que os Seus sejam estabelecidos em vida em Nome de Yeshua (Jesus), o Messias, Amém.]

    O Que é Fé?

    Para responder a esta pergunta teremos que recorrer à Bíblia. Vejamos alguns textos bíblicos importantes para o nosso entendimento. Gostaria de começar com o clássico texto de Hebreus 11

    Observemos o texto:

    1-3 – “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.”

    Para alguns o texto quer dizer o mesmo que “Ora, a fé é certeza de tudo o que se espera, a convicção das coisas que não se vêem”. Embora os textos se pareçam, não é isso o que o autor está dizendo. Ele afirma que a Fé é a certeza das coisas que se esperam.

    Que coisas são essas? São coisas que SE ESPERAM. Não é qualquer coisa, mas as coisas que são esperadas porque D’us as prenunciou em Sua Palavra. O problema com a nossa “Fé”, é que queremos que a sua aplicabilidade seja para alimentar o nosso antropocentrismo (homem no centro). Por que Ela não pode ser concernente ao que D’us espera? Ou seja, a minha fé deve ser baseada no que Ele espera e não no que eu espero.
    “… E a convicção de Fatos que se não vêem.” (1)

    O texto aqui não afirma que são o trazer as coisas que não existem para a existência, mas a Fé é justamente a certeza de que os fatos existentes sejam cridos apesar de não os vermos. Ex.: O oxigênio existe, ele é um FATO, mesmo que ainda não esteja vendo, ele está lá. Isto é fé! A Palavra de D’us é assim também! Ela existe, é um FATO, ainda que não veja certas verdades aplicadas em minha vida, ou sociedade. Portanto, o Fato não é o que eu defino como Fato, mas o que é realmente Fato na Bíblia. Ex: o Perdão de D’us por meio de Yeshua (Jesus) é um fato. Quando você aplica esse perdão em sua vida, isto se torna Fé.

    Este verso 1 de Hebreus tem muito mais sentido quando recorremos para a origem no grego de Fé:

    Πίστις (pistis) – fidelidade, lealdade

    Quero convidá-lo a traduzir o texto usando no lugar de Fé a palavra Fidelidade, tendo em vista que são sinônimos.

    “Ora, a fidelidade é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Pois, pela fidelidade, os antigos obtiveram bom testemunho. Pela fidelidade, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.”

    Foi por esta Fidelidade que os Antigos alcançaram bom testemunho.  E justamente com essa visão o texto vai relatar a Fé (Fidelidade) dos antigos por todo o capítulo.

    Pensamento Positivo X Fé

    Ficando claro que a Fé não está associada ao pensamento positivo, podemos entender que não basta exercer o pensamento para sermos salvos em Cristo, mas é necessário que sejamos FIÉIS a Ele. Se não formos fiéis não seremos salvos.

    Isto vai mexer um pouco conosco porque exige de nós atitude para salvação, e neste pensamento Tiago afirma que a Fé sem obras é morta. O que ele está dizendo é que Fidelidade sem atitude não é Fidelidade. A fidelidade exige atitude.

    Muitos dos que se dizem salvos e não manifestam esta Fidelidade através de uma atitude real diante da sociedade, amigos e até mesmo consigo mesmo, não é salvo!

    Não basta “sentirmos” nossa salvação. Alguns se baseiam nos sentimentos para afirmar que estão convictos de sua salvação, mas isto é puro engano. A Fé exige que sejamos Fiéis a D’us e à Sua Palavra. Infelizmente há pessoas que querem ser fiéis porque são movidas por um único desejo: o de ser salvo. É muito perigoso quando buscamos uma salvação para nós mesmos ao invés de o Senhor ser o motivo de nossa Fé. Podemos ferir o coração do Pai.

    Quando recorremos para o Antigo Testamento, a palavra Fé em Hebraico é Emunah = Fidelidade. Os autores bíblicos tinham em mente que a Fé é Fidelidade.

    Que possamos reavaliar nossa Fé e colocar-nos numa posição de Fidelidade ao Senhor, porque sem Fidelidade é impossível agradar a D’us!

    Faça esta Oração:

    [Senhor, nesta semana aprendi que não é uma questão de convicção pessoal, e nem por um pensamento positivo, mas por uma vida de profunda obediência e submissão à Sua Palavra, pois é assim que me torno Fiel. Ensina-me o caminho da Fidelidade para que a Graça tenha sentido em minha vida, pois é pela Graça que fui salvo por intermédio da Fidelidade e isto é um Dom que veio do Senhor e não das Obras. Que o Senhor encontre em mim um servo fiel em Nome de Yeshua (Jesus), o Messias. Amém!]


    Leitura Semanal


    Domingo – Mateus 8:5-13

    Segunda – Hebreus 11 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

    Terça – Mateus 9:1-8, 19-22, 27-31 – Escreva o seu Comentário sobre os Textos

    Quarta – Mateus 14:22-33, 15:21-28, 17:14-21 – Escreva o seu Comentário sobre os Textos

    Quinta – Mateus 21, Tiago 2 – Escreva o seu Comentário sobre os Capítulos

    Sexta – Mateus 23 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

    Sábado – Romanos 3 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 23/11/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: água, devocional, , , , , , , , leitura bíblica, , nascer da água e do espírito, novo nascimento, , , , ,   

    NOVO NASCIMENTO 

    PACTO JOVEM – Estudo Semanal

    Série: Doutrinas Bíblicas

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida


    NOVO NASCIMENTO

    Textos Base: João 3:3; 2 Coríntios 5:17;  Gálatas 6:15; João 3:6


    A experiência mais relevante da vida de alguém é, sem dúvida, o novo nascimento em Yeshua (Jesus), o Messias. Do mesmo modo que não podemos explicar para um cego o que seja “verde”, também é impossível explicar a alguém o que seja o novo nascimento em Yeshua (Jesus).

     

    1 – Não pode ver o Reino de D’us

    Ver o Reino de D’us, ao contrário do que muitos pensam, não significa entrar no céu quando morrer. Esta é apenas uma conseqüência futura do novo nascimento, mas não a conseqüência mais imediata. O significado mais imediato de “não pode ver o Reino de D’us” é a total falta de discernimento do quanto D’us está presente e reina efetiva e totalmente sobre todas as coisas. Quem não passou pelo novo nascimento, não consegue enxergar a atuação de D’us em soberano reinado sobre todas as coisas, desde as mais complexas até as mais simples, e principalmente, em sua própria vida. É uma situação de cegueira quanto à realidade espiritual.

    O renascido em D’us, ao contrário, consegue reconhecer e perceber a atuação de D’us em todas as coisas de sua vida. O renascido tem a experiência viva em seu coração do que as Sagradas Escrituras afirmam: “Reconhece-O em todos os teus caminhos”. O renascido, sem dúvida, consegue reconhecê-lO em tudo na sua vida, o que não ocorre com os não-renascidos.

    A experiência do novo nascimento, que tem como conseqüência o reconhecimento da presença viva do Reino de D’us, é o que traz consigo a paz e a confiança de ter D’us presente conosco continuamente, em todas as ocasiões e em todos os lugares. É uma nova realidade, tanto de existência, como de visão espiritual.

    O entendimento da palavra de D’us é como um descortinar da verdade aos olhos dos renascidos. Ver o Reino de D’us na nossa vida presente, é realmente adquirir uma nova natureza que consegue entender o que Ele diz, o que Ele quer, o que Ele faz e o que Ele planejou. A interpretação de “ver o Reino de D’us” como “estar presente no céu após a morte” é muito limitadora das reais dimensões desta realidade e fato. É fato que o novo nascimento nos capacita a estarmos um dia presente diante do trono de D’us nos céus; contudo, o Reino de D’us é eterno, não tendo início e nem fim, pelo que já existia antes de qualquer um de nós, e existirá para sempre. No momento atual em que vivemos, o Reino de D’us é um fato, como sempre foi, e para os renascidos em Yeshua (Jesus), o início é agora, já, no dia que se chama HOJE, e não depois de nossa morte apenas. Ver o Reino de D’us, em suma, é passarmos, desde já, a fazer parte de D’us e Ele fazer parte de nós, numa completa unidade e comunhão. Presença real, tanto no sentido de realidade como de realeza!

    2 – Nova criatura é …

    As escrituras falam acerca de dois homens: ADAM (genericamente tratando do ser humano) e YESHUA (JESUS). “Adam” é o homem natural, conforme o nascimento natural fruto da concepção no ventre de uma mulher. Embora o primeiro “adam” não tenha nascido do ventre de uma mulher, mas sim formado do “adamah” (barro do solo), genericamente a raça adâmica nasce do ventre da mulher. Nosso primeiro nascimento é segundo “adam”. Este nascimento natural, segundo “adam”, não nos confere nenhuma visão espiritual da realidade do Reino de D’us. Neste nascimento só temos percepção de coisas naturais que nos cercam. Nossa mente é um amontoado de perguntas sem resposta, como um cego que não consegue ver nada exceto o que pode apalpar ou provar.

    Nota: No hebraico, “adam” significa homem, pessoa ou indivíduo, segundo o dicionário de Abraham Hatzamri e Shashana More-Hatzamri, como o nome dado a uma espécie e não a um determinado indivíduo. “Adam” vem da palavra “adamah” que significa “terreno, chão”. O relato escritural informa que o ser humano foi formado do pó da terra (chão), pelo que a palavra “adam” usada para denominar a espécie humana, provém da palavra “adamah”. Ao contrário do que é amplamente falado e ensinado, “adam” não era o nome próprio do primeiro homem, mas sim a denominação da espécie humana. As escrituras se referem a um “adam” macho e um “adam” fêmea, o que nem sempre fica muito claro nas escrituras traduzidas, mas é muito evidente nas escrituras originais hebraicas. Algumas versões das escrituras em português traduzem “adam” como “o homem”, no sentido de “ser humano”, ao longo de muitos versos onde a palavra é citada, mas, surpreendentemente, num determinado verso o tradutor passa a traduzir “adam” por “Adão”, com letra maiúscula, como se fosse um nome próprio.

    No primeiro nascimento, segundo “adam”, nossa mente natural e nossa total cegueira espiritual, nos tornam muito receptivos a muito engano, muita mentira. Do mesmo modo que um cego, que não tem visão própria, aquele que só possui o primeiro nascimento também não possui visão espiritual própria. Acerca de assuntos espirituais, ele é um alvo fácil para o engano dos que lhe afirmam isso ou lhe afirmam aquilo, porque não consegue ver por si mesmo. A multiplicidade de religiões que cobrem a terra, hoje, é só o resultado desta cegueira espiritual completa, composta de pessoas e mais pessoas que apenas dão lugar ao engano pregado por outras pessoas que dizem ter visão espiritual, embora sejam tão cegas quanto elas. Cegos guiando cegos.

    Alguém me perguntaria nesta hora, por que razão deveria dar crédito ao que aqui escrevo? Eu respondo de uma forma muito simples: eu não quero que você aceite o que escrevo. O que eu realmente desejo é que você passe pela experiência do novo nascimento em Yeshua (Jesus), o Messias, quando então você poderá ver por si mesmo, e não precisará apenas considerar minhas palavras.

    Yeshua (Jesus) é o Messias, o Homem Espiritual, segundo o qual nascemos de novo. É no novo nascimento, segundo Yeshua (Jesus), o Homem Espiritual, que nós realmente conseguimos ver o Reino de D’us. O novo nascimento em Yeshua não é simplesmente uma “transformação”, mas na verdade, uma “nova criação”. É isso o que significa “nova criatura”.

    Yeshua (Jesus) é tratado pelas escrituras como o “último adam”, e também como o “segundo homem”. “Último adam” porque nEle se encerra toda uma geração de homens naturais, nascidos apenas da carne, fruto do ventre de uma mulher. Ele é o “segundo homem”, porque nEle uma nova criação se inicia, a geração dos homens espirituais, nascidos do Espírito de D’us, e não do ventre de uma mulher. (“Carne e sangue não podem herdar o Reino de D’us”).

    Yeshua (Jesus) é justamente o elo de ligação entre estas duas gerações. Como raça de adam, Ele nasceu de mulher, viveu segundo todas as nossas limitações naturais, e principalmente, se sujeitou à morte, como se pecador fosse, embora não sendo. Yeshua (Jesus) se tornou a ponte entre estas duas gerações, na verdade, a única ponte capaz de fazer com que alguém passe de uma geração para a outra. Como único elo de ligação entre as duas gerações, ele pode, e deseja, ser para nós o Caminho que conduz a todos de uma criação para a outra; da criação da carne para a criação do Espírito; da criação do pecado para a criação da justiça; da criação da morte para a criação da vida.

    Faça essa Oração:

    [Senhor Adonai, te agradeço pela oportunidade que o Senhor me deu do Novo Nascimento. Quero viver, a cada momento, o Teu Reino aqui na Terra. Não vou deixar que essa maravilhosa experiência seja “roubada” de mim, mas vou peço-te que me ajudes a guardar minha nova natureza em Jesus. Amém!]


    Leitura Semanal

     


    Domingo – Colossenses 3

     

    Segunda – João 3 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

    Terça – Jeremias 33 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

    Quarta – Gênesis 6 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

    Quinta – Deuteronômio 11 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

    Sexta – Deuteronômio 12 e 13 – Escreva o seu Comentário sobre os Capítulos

    Sábado – Isaías 12; Apocalipse 16 – Escreva o seu Comentário sobre os Capítulos

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 17/11/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: aconselhamento, , doutrinas, , doutrinas dos apóstolos, estudo bíblico semanal, , , , , , lei e graça, ministração, pastor valdemir, pastor valdemir sarmento, , , , ,   

    SALVAÇÃO 

    PACTO JOVEM – Estudo Semanal

    Série: Doutrinas Bíblicas

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida

     

    SALVAÇÃO

     

     

    A Bíblia nos ensina que a Salvação é uma realidade por causa da Graça de D’us que vem pela Fé – Ef.2:8; At.15:11

    Mas a pergunta que devemos fazer para dirigir nosso estudo desta semana é:

     

    SERÁ QUE VOCÊ É SALVO?

     

    O que é salvação? Como saber que realmente somos salvos? Será que podemos nos enganar quanto à convicção de nossa salvação? Estas são algumas perguntas que estarão sendo respondidas nesta semana de reflexão!

     

    1. 1. A Salvação é um livramento para todo o que experimenta a Graça de D’us. Muitos pastores ou líderes pregam que hoje a salvação é pela graça, mas na verdade a salvação sempre foi pela graça (hessed – heb.) de D’us.

     

    Mas ser salvo de que? A Bíblia afirma que TODOS PECARAM – Rm.3:23 e Is.59:1,2

    Mas para saber que pecamos, precisamos definir o que é pecado. 1Jo.3:4 temos a resposta sobre o Pecado – “…pecado é a transgressão da Lei…”, portanto, temos um conceito muito importante ensinado pelos apóstolos e que não pode ser perdido. A Salvação sempre foi pela graça desde o início. Noé, Abraão, Abel, Isaque, Jacó, Moisés, etc…, todos foram salvos pela Graça e não pela Lei, mas a transgressão da Lei gera morte, porque o Salário da Transgressão da Lei (Pecado) é a morte (Rm.6:23).

    A Lei serve para descriminar o Pecado e a Morte. Ela nos ensina o que é errado. Por esse motivo D’us precisava resolver o problema da transgressão da Lei. Como foi o homem quem pecou e a ele foi dado o domínio sobre toda a criação, somente o homem poderia restaurar o que fez, mas como não existe nenhum homem bom, o Senhor resolveu enviar um Homem a Sua Imagem (assim como o primeiro Adão) – Col.1:13-16, porém, sem pecado, pois Ele foi gerado do Espírito Santo.

     

    1. 2. Somos salvos para um propósito maior que ir para o Céu.

    Tem muita gente buscando sua salvação para ir pro Céu, mas a realidade do Céu é para quem entende que foi chamado para viver o Reino de D’us hoje, aqui na Terra. Somente o Obediente pode viver a realidade celestial hoje.

    A Salvação nos é dada pela Graça (hessed – misericórdia, perdão) de D’us para que possamos viver uma vida de Obediência. Esta foi a característica de Jesus – Fl.2:8, Rm.5:19, Rm6:16, 1Pe.1:22. E também deve ser a nossa.

    Então, podemos concluir que a Salvação tem o Propósito de nos tornar Obedientes para que a Vontade de D’us seja feita na Terra, assim como no Céu. Isto quer dizer que se assumimos uma convicção de que somos salvos, mas andamos em desobediência, certamente a Salvação em nossa vida é um sério engano.

     

    Fomos livres para Obedecer e não para escapar do inferno. Quando experimentamos a Graça de D’us, é porque agora podemos refazer nossa vida sem o peso da transgressão da Lei. Podemos Obedecer e saber que Ele se agrada de nossa Obediência.

     

    1. Não basta sermos salvos, temos que ser obedientes.

     

    Quando nos tornamos obedientes, cumprimos o nosso propósito de existência. Mas o que devemos Obedecer? A Bíblia afirma que a Lei foi dada para nos justificar em Cristo – Rm.2:13. Cristo me perdoa da desobediência e coloca em mim o Seu Espírito para que eu continue uma vida de Obediência às ordens de D’us através de Sua Palavra. Por este motivo Jesus declara que nós temos condições de viver além da Obediência da Lei pregada pelos escribas e fariseus (Mat.5:17 em diante; Lev.5:17; Sl.119:10,11).

     

    1. 4. Pelo Fruto a Árvore é Conhecida – Mat.12:33

     

    A Salvação é pela Fé, e Fé, ao contrário do que se entende, está diretamente associado à Fidelidade ao invés de um mero pensamento positivo.

     

    Como Jovens temos de reavaliar nossa postura espiritual e assumirmos uma Fé (Fidelidade/Obediência) consistente ao Senhor e à Sua Palavra. Crer nessa Palavra implica, necessariamente em mudança de atitude. Que sejamos assim, em Nome de Jesus!

     

    Faça essa Oração:

     

    [Senhor Adonai, eu te agradeço pela tua graça que trás a Salvação, e é por ela que fui salvo para uma vida de obediência plena por causa do Espírito que habita em mim. Faze-me, a partir de hoje, viver essa Obediência, ensinando-me os Teus Caminhos e os Teus Mandamentos em Nome de Jesus. Amém!]


     

    Leitura Semanal


     

    Domingo – Is.60:10-22

    Segunda – Romanos 3 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

    Terça – 1Coríntios 15 – Escreva o seu Comentário sobre o Capítulo

    Quarta – Sl.119:1-48 – Escreva o seu Comentário sobre o Texto

    Quinta – Sl.119:49-104 – Escreva o seu Comentário sobre o Texto

    Sexta – Sl.119:105-144 – Escreva o seu Comentário sobre o Texto

    Sábado – Sl. 119:145-176 – Escreva o seu Comentário sobre o Texto

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 03/11/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: amante, , , casais, , conjuge, crise familiar, divórcio, , ferida ca alma, marido e mulher, noiva, noivado, noivo, novo casamento, relacionamento conjugal, vida de casado   

    ATÉ QUE A “GLÓRIA” NOS SEPARE 

    casal_brigando_

    Tenho acompanhado, ao longo dos meus 13 anos de ministério a vida de muitos casais. Especialmente os mais jovens e o que tenho visto é surpreendente. Fico extremamente assustado em me deparar com a triste realidade de que muitos jovens não estão preparados para casar e mesmo assim, assumem tão importante compromisso diante do Altar do Senhor.

    Como conseqüência, muitos tem desistido do santo matrimônio e em também da fé. Vidas são maculadas com o divórcio e uma ferida sem precedente é aberta na alma dos cônjuges. Mas a que se deve tão perturbadora realidade? O que fazer para reverter este quadro? E por que tem aumentado drasticamente o número de divórcio nas Igrejas? E o mais importante de tudo: Qual deve ser a postura da Igreja diante desta calamidade? Aliás, o que a Igreja tem feito para curar este mal que assola nossas comunidades e sociedade brasileira?

     

    A primeira coisa que temos que ter em mente é se o casamento é algo ultrapassado. Se olharmos dentro do contexto de nossa sociedade pecaminosa, certamente não cabe mais o matrimônio. Hoje mesmo, estive passeando em um shopping da cidade, quando uma cena de um veículo me chamou a atenção. Estava sendo exposto um veículo compacto, o mais compacto que já vi, a um preço de um veículo de grande porte. A primeira coisa que me veio a mente era que aquele veículo não teria venda porque o brasileiro certamente iria optar pelo veículo maior para comportar a família…, mas que família? Era exatamente por esse motivo que aquele veículo teria vendagem no Brasil, pois ele vai suprir muito bem a necessidade de um indivíduo.

     

    A família está se desfacelando justamente porque o homem se tornou tão egoísta que já não mais se preocupa em viver em sociedade. Até o seu meio de transporte pode ser para no máximo duas pessoas. Tudo para o bem estar do indivíduo e não para a sociedade. Onde estamos?

    Os filhos estão sendo preparados para cuidar de suas próprias vidas e o próximo é apenas alguém que cumprimentamos e, quando muito oramos, nas reuniões de culto. As moças já não estão preparadas para cuidar do maior patrimônio que D’us lhe deu, a Família. Agora o que realmente impera é a própria Glória.

     

    Todos nós não estamos medindo esforços pelo nosso bem estar. Estamos fazendo todo o sacrifício para que possamos nos dar bem na vida. Desde pequenos, somos treinados a competir no mercado de trabalho e somente assim poderemos alcançar felicidade. A vida espiritual e o relacionamento com D’us são meros coadjuvantes diante da vida que estamos conquistando com o nosso próprio braço.

     

    Não nos resta outra coisa senão a nossa própria felicidade. Mas a grande decepção é saber que quando se chega lá, a felicidade não está lá.

    E trazendo isto para o casamento, teremos a mesma triste realidade.

    Muitos fazem juras de amor no altar com a convicção de que aquela pessoa linda, será a responsável por fazê-la(o) feliz, porque o que interessa é a própria Glória, mas, em hebraico a raiz da glória humana é VAZIO. O que significa que todos os que fazem alguma coisa para a sua própria felicidade, certamente se frustrarão, porque a verdadeira felicidade está em viver a vida como Yeshua viveu. Ele se doou até a morte e morte de Cruz. Não por causa de uma religião, mas por causa de um amor completo, pleno, o Amor de D’us.

     

    O que nos falta, como sociedade, é esta visão da felicidade no outro que perdemos ao longo da vida. Muitos casamentos são destruídos por causa da Glória individualista que os casais estão tendo. Estava caminhando no parque de minha cidade, quando diante de mim um casal novo com um bebê de aproximadamente 1 aninho, estava discutindo quanto tempo deixariam a criança na casa dos pais dela (o casal aparentava ter boas condições, pois moram em uma região nobre da cidade). Eles estavam sem tempo para educar a criança e por isso estavam querendo deixar com os pais.

    Ainda no shopping deparei-me com uns três casais de idosos caminhando com seus netos. Tive a oportunidade de elogiar um deles por ter tirado um tempinho para caminhar com o neto no shopping, mas fui surpreendido ao saber que o filho havia deixado o neto morando com os avós por determinado período POR NÃO TER TEMPO PARA O FILHO.

     

    Esta é uma realidade atual.

    A Igreja está sendo vítima deste egocentrismo que tem assolado famílias e casamentos. Os maridos não estão se preparando para dar a sua vida pela esposa e nem a esposa para amar o marido e reconhecer que a sua casa é a maior riqueza que ela possui.

    Esse caos é uma realidade! Chega de destruição!

    A base de um casamento não pode ser atração sexual ou física, mas o profundo desejo de amar o próximo como a si mesmo, de servir com a própria vida.

     

    Os principais valores do indivíduo estão sendo jogados pela lixeira e somente a Igreja pode reverter este quadro tocando sua “trombeta” com todas as forças. Vamos denunciar este egocentrismo. É tempo de aprendermos que o próximo é a nossa prioridade.

    Somente assim o Reino de D’us se manifestará em nossas casas e comunidades.

     

    Shalom sobre a sua vida e família em Nome de Yeshua Hamashiach.

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 14/10/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: , , anomia, , , cadeias, , , falsos cristos, , fidelidade, filadélfia, , fim dos dias, , final dos dias, , igreja cristã, iníquo, iniquidade, , , , , legalismo, liberdade, , , , prisão, quebra de maldição, sem lei, ,   

    A Igreja do Fim 

    prisão

    Sempre tenho me preocupado em ministrar a verdade sem ofender aqueles que discordam de mim teologicamente, mas sobre este assunto, não estou muito preocupado em ser politicamente correto. Isto se deve à emergente situação que nos encontramos atualmente.

    Estamos em caos e nesse caso, temos que ouvir e deixarmos ser impactados pela verdade. Por isso, espero que o Espírito do Eterno use minhas palavras para que você seja transformado e abençoado por esse artigo.
    A Igreja foi edificada na Festa de Pentecostes, mais precisamente, no último dia, conhecido como: Dádiva da Torá. Pela matemática Bíblica, no último dia de Pentecostes, seria o dia em que Moisés recebeu a Torá no Monte Sinai. Yeshua morreu na Festa de Páscoa e no último dia de Pentecostes, o Espírito Santo desceu em Atos 2. Isto nos trás uma revelação muito importante. O Espírito Santo está diretamente ligado em às Leis de D’us.
    A Igreja tem uma função importante de cumprir a Lei assim como Yeshua a cumpriu (Mt.5:17 em diante). Os mandamentos  caracterizam os obedientes que por sua vez são a credencial de quem Ama ao Senhor (Jo.14:21).

    Mas a igreja Laudicéia (evidenciada nos Fins dos dias) é caracterizada pela adoração ao iníquo. O que significa isso?

    No grego a palavra INIQUIDADE = ANOMIA, que significa, literalmente, SEM LEI.

    Muitos estão buscando um messias sem Lei, e quanto menos Lei maior a sensação de liberdade. Mas isto nunca foi o propósito de D’us.

    A Lei se manifesta com o sentido de que a Justiça seja estabelecida e se não houver lei, haverá iniquidade e iniquidade é pecado.

    Yeshua está diretamente ligado à Lei, até porque Ele é a Lei. Ele é a própria Torá encarnada. Ele nunca fez uma Lei própria, mas cumpriu a Lei do Eterno. Mas a Igreja se quiser adorar ao Eterno, deve cumprir a Lei como Ele a cumpriu.

    Cuidado!!!!

    A Igreja está querendo um messias para a livrar da Lei!

    Muitos se desculpam em versos mal interpretados de Paulo, dizendo que Cristo nos livrou da Maldição da Lei. Isto é uma verdade, mas não significa que a sua interpretação esteja correta por alguns exegetas contemporâneos. Paulo não disse que Cristo nos livrou da Lei, mas da maldição. O que ele afirmou é que todos nós estamos amaldiçoados por termos uma natureza ANOMA. Mas D’us, em Cristo, nos libertou dessa maldição para que fôssemos livres para cumprir a Lei do Eterno.

    Isto não é muito difícil de compreender até porque temos o exemplo de nosso Governo.

    Imaginemos que a maldição fosse uma penitenciária do Estado. Certamente, não é plano do Governo nos encerrar em uma cela, mas todos os que quebrarem as Leis do Governo, serão penalizados com a detenção. somente se for livre o cidadão poderá provar se realmente está arrependido e pronto para ser reintegrado à sociedade.
    Foi exatamente isso que Cristo fez! Ele nos libertou não para que pudéssemos ser livres de responsabilidades da Lei, mas para que pudéssemos OBEDECER a Lei do Eterno. E a Igreja que irá se encontrar com Ele é essa Igreja que se submete à Sua Lei. Assim como a esposa se submete ao marido a Igreja se submete a Cristo.

    Não há liberdade de Lei!

    Nunca houve nenhum discurso apostólico neste sentido. Pelo contrário, Cristo nos afirma que no fim dos dias o amor de muitos se esfriaria. Como saber que o amor se esfria, se o amor não pode ser medido? E muito menos sua temperatura? Certamente Ele está se referindo à disposição de obediência à Torá (Lei, Instrução), porque aquele que tem os Seus Mandamentos E OS GUARDA, esse é o que o AMA.

    Não há negociação! Temos que nos voltar aos mandamentos, às Leis de D’us, para que sejamos distinguidos da igreja ANOMA (sem lei).

    Esta mensagem precisa ecoar muito bem aos nossos ouvidos para que possamos estar conscientes do caminho que escolhemos!

    Que você escolha o Caminho da Obediência em Nome de Yeshua Hamashiach.

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida.

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 27/09/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: , , , , contrição, convocação, , cristãos, Eterno de Israel, festa, festas bíblicas, iom kipur, , , , , lamento, , perdão, santa convocação, sucot, sukot, tabernáculo, tabernáculos, , , yom kipur   

    YOM KIPUR 

    Yom Kipur

    Em Levítico 23 temos uma ordenança de estatuto perpétuo (v.31). Mas para muitos há uma dificuldade de entender o verdadeiro sentido dessa santa convocação. Para a comunidade cristã há um falso engano de que esta festa é uma determinação para o povo judeu no passado, e que hoje não há mais sentido. Para a comunidade judaica também há um discernimento de que essa convocação é para uma reflexão dos erros cometidos durante o ano que se passou. Mas o Yom Kipur é uma santa convocação para se fazer expiação (Yom Kipur – Dia do Perdão).

    D’us sempre está disposto a nos perdoar, a qualquer tempo de nossas vidas, porém, se faz necessário separarmos um tempo para o arrependimento, isto porque os nossos pecados não são insignificantes para D’us. Talvez a comunidade cristã interprete que essa festa não tem muito sentido por Cristo ter sido feito expiação pelos nossos pecados. Concordo em parte com esta linha doutrinária, pois, Cristo se fez a expiação pelos nossos pecados (Hb.9:19-28).

    No Dicionário da Bíblia de Almeida – 2a.Edição – Versão Eletrônica – 2005, apresenta um conceito de Expiação:

    “O perdão dos pecados daqueles que se arrependem deles e os confessam, acompanhado de reconciliação com Deus, através do SACRIFÍCIO de uma vítima inocente. No AT a vítima era um animal, figura e símbolo do Cristo crucificado AT Antigo Testamento Kaschel, W., Zimmer, R., & Sociedade Bíblica do Brasil. 1999; 2005. Dicionário da Bíblia de Almeida 2ª ed. Sociedade Bíblica do Brasil”

    Essa data nos fala da necessidade que todos temos de arrependimento. Por isso é um estatuto perpétuo. E por ser perpétuo não pode ser invalidada em nome da Nova Aliança, mas hoje tem muito mais importância por haver uma possibilidade real de arrependimento por causa do sangue de Yeshua.

    Mas o Yom Kipur também é uma data importante por nos unirmos em torno da intercessão pelo próximo. É tempo de apresentarmos a D’us nossos familiares, amigos, irmãos, nação, etc… aos pés do Senhor.

    Nos põe em posição sacerdotal de verdadeiros intercessores. É tempo de Arrependimento e Quebrantamento, é tempo de Intercessão, é tempo de Yom Kipur em Yeshua Hamashiach.

    Esta santa convocação nos apresenta o Messias de Israel vivo em cada coração que confessa o Seu Nome. Yeshua disse quando avistou Jerusalém:

    Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. E em verdade vos digo que não mais me vereis até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor! (Lc.13:34-35)

    Essa convocação é o tempo em que Israel volta a dizer: “Baruch Habá B’Shem Adonai” (Bendito o que vem em Nome do Senhor).
    Porque somente depois dessa confissão, Israel verá o Senhor para celebrar a maior festa de todas, a Festa dos Tabernáculos – O Senhor habitando entre nós! Aleluia!
    Que o Senhor nos direcione nessa Santa Convocação de Arrependimento e Contrição e que nos leve a Interceder para que o pecado seja definitivamente arrancado de nossos corações e vida para que um novo tempo nasça fazendo vislumbrar o Grande Momento de Tabernáculos sobre cada um de nós!
    Um Yom Kipur de muito Arrependimento e Contrição a todos em Nome de Yeshua Hamashiach
    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida
     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 18/09/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: 5770, , , ano 5770, , ano novo judaico, começos, criação, criador, , hosh hoshaná, , , , , noto tempo, , recomeços,   

    Hosh Hoshaná – 5770 

    Murodalamentacoes

    Estamos no primeiro dia de Hosh Hoshaná do ano 5770. Alguns se perguntam por que se comemorar esta data judaica? Pois bem! Esta é uma data em que se comemora em todo o povo judeu, o início de um ano novo, ou seja, ao invés de celebrar a virada do ano em 31 de dezembro, os judeus celebram a virada do ano em Hosh Hoshaná. Isto se deve a um apurado estudo por rabinos que concluem ser nesta data a Criação da Terra pelo Eterno, portanto, em Hosh Hoshaná se comemora o dia da Criação da Terra. Não é somente uma data comemorativa, mas também um anuncio de que o Eterno é o Criador de todas as coisas.

    Ao meu ver, torna-se importante todos voltarem os seus olhos para esta data, pois, ela nos arremete à consciência de que todos os seres criados tem uma origem. A data de 31 de dezembro foi determinada pela Igreja Católica somente com o intuito de mudar as datas comemorativas de Israel forjando um novo ciclo religioso de comemorações totalmente desvinculado às celebrações judaicas. Com isto, foi-se criando aversão a qualquer data festiva judaica, que é bíblica.

    Com isto, a comunidade cristã gentílica, ao logo dos anos, foi-se distanciando das promessas e das riquezas provindas das festas judaicas (bíblicas). Temos que parar e fazer uma séria reflexão sobre o assunto. E não vejo melhor data que Hosh Hoshaná.

    Hosh Hoshaná nos fala de um tempo de recomeço. De recomeçarmos certos pautados num coração ensinável e sem nenhum tipo de preconceito quanto a verdade. Esta data não tem uma ordenança bíblica, mas um contexto histórico incalculável que certamente nos trará benesses. Acho engraçado o fato de não nos causar nenhum tipo de repulsa o fato de festejarmos o dia 31 de dezembro, mas quando celebramos o começo de mais um ano a partir da Criação, não temos dificuldades em encontrar pessoas com olhares atravessados com um juízo de condenação por entender que o nosso intuito é “judaizar”.

    É muito triste pautarmos nossa vida em princípios vazios e ignorantes, somente porque o nosso juízo se tornou verdade absoluta. Acredito que não podemos mais perder tempo com balbúrias que não nos edificam. Temos que olhar para as verdades de D’us manifestas na História, que comprovam a nossa fé na Verdade da Palavra do Eterno.

    É tempo de resistirmos a resistência pagã e anti-judaica. Chega de sermos levados pelos nossos costumes vazios e baratos e de termos essas pseudo-verdades por certo.

    Que Hosh Hoshaná seja um novo tempo para um novo recomeço em sua vida. Que as Verdades da Palavra do Senhor sejam vistas pela História com o Povo de Israel. E que neste novo ano judaico, possa ser um novo ano em sua vida para que o Senhor recrie em você um novo coração e um novo Espírito a partir de Yeshua Hamashiach.
    Que o Senhor abençoe a todos em HOSH HASHANÁ

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 17/09/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: , , , culpa, , desvalorização, fadiga, falta de concentração, indecisão, insignificante, , pessimismo, sintomas,   

    DEPRESSÃO 

    7274depressao

    A depressão é uma das experiências mais perturbadoras do ser humano

    Quando se trata de depressão, deve-se evitar a palavra doença. É mais apropriado usar a expressão transtorno psíquico. Outra observação: quando a depressão se instala, apelos bem intencionados, conselhos na linha do pensamento positivo e exemplos desafiadores só contribuem para que o deprimido sinta-se ainda mais incapaz e desalentado. Essas e outras ponderações sobre depressão estão nesta entrevista com Uriel Heckert, doutor em psiquiatria pela Universidade de São Paulo, professor da mesma ciência na Universidade Federal de Juiz de Fora e presidente do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC).

    Ultimato - O que é depressão?

    Uriel - É um estado de sofrimento psíquico caracterizado fundamentalmente por rebaixamento do humor (isto é, do estado afetivo básico apresentado pela pessoa), acompanhado por diminuição significativa do interesse, prazer e energia. Normalmente, acrescem-se alterações do sono e apetite, retardo psicomotor, sensação de fadiga, falta de concentração, indecisão, diminuição da autoconfiança, pessimismo, idéias de culpa, desejo recorrente de morrer, entre outros sintomas. Depressão deve ser diferenciada de tristeza, que é uma experiência humana universal e esperada diante de experiências desfavoráveis, como o luto, por exemplo. O diagnóstico de depressão implica na correta avaliação das características e intensidade dos sintomas, bem como o tempo de evolução e suas repercussões.

    Ultimato - Qual a diferença entre depressão e distimia?

    Uriel - As duas formas reconhecidas de depressão são a depressão maior e a distimia. Na primeira, os sintomas são pronunciados, de instalação rápida, com quadro clínico mais expressivo e definido. Já na distimia os sintomas são mais discretos e nem sempre claramente percebidos, porém arrastam-se por tempo prolongado. Em ambas as formas há grande sofrimento emocional, com repercussões físicas, sociais e possíveis prejuízos em várias áreas da vida pessoal. Outra classificação distingue episódio depressivo e transtorno depressivo recorrente. Neste último, há tendência a recidivas, após períodos variáveis de remissão dos sintomas. Na verdade, o campo dos transtornos do humor recebe grandes investimentos em pesquisas, atualmente. Assim, é de se esperar que ocorram mudanças nas tipologias, visando maior precisão no diagnóstico e terapêutica.

    Ultimato - A revista Saúde de outubro/2000 diz que 19% da população mundial sofre de depressão e a revista Veja de 1º de novembro/2000 diz que a distimia atinge 4% dos habitantes do planeta. O sr. confirma estes dados?

    Uriel - A depressão é dos transtornos mentais mais freqüentes e está entre as principais preocupações da Organização Mundial da Saúde para a presente década. Estima-se que de 15% a 20% da população em geral apresenta depressão maior em algum período da vida. Acresce-se a isso o fato de que, sob algumas condições, as pessoas se mostram mais vulneráveis; por exemplo, quando enfermas, idosas ou quando experimentam situações de perda ou desamparo. A distimia tem prevalência ao longo da vida de 4 a 5%. Estes dados têm sido confirmados junto à população brasileira.

    Ultimato - A depressão é mais comum no homem ou na mulher? Há uma faixa etária mais vulnerável?

    Uriel - Ela é significativamente mais freqüente em mulheres do que em homens, na razão de dois para um. Em períodos como puerpério, menopausa e idade avançada, a depressão tem maior incidência. Adultos descasados apresentam-na numa proporção de duas vezes e meia maior que os casados.

    Ultimato - A depressão é uma doença mental?

    Uriel - Atualmente, evita-se a expressão doença mental, pois não se tem clareza total sobre os fatores que determinam os transtornos psíquicos. O termo doença tem sido reservado para aquelas poucas condições em que já se tem certeza de um mecanismo patológico, principalmente se ele é de natureza biológica (por exemplo, Doença de Alzheimer, em que há uma degeneração das estruturas cerebrais, constatável e mensurável). Assim, prefere-se falar em transtorno, sem comprometer-se com possíveis determinantes. No caso da depressão, a polêmica se estabelece com aqueles que insistem em considerá-la como uma mera disposição comportamental, uma deficiência de caráter, ou mesmo um problema de natureza espiritual. Todo o cuidado é necessário, é verdade, para não tomar como patológicas expressões diversas do comportamento humano. O campo da saúde mental não deve ser usado para escamotear responsabilidades sociais e morais. Muito menos pode ser instrumento para se desqualificar experiências inusitadas de contato com dimensões profundas da alma.

    Ultimato – O que provoca a depressão?

    Uriel - A noção que hoje predomina no campo da saúde mental é da multicausalidade. A predisposição genética parece importante, bem como alterações de funções cerebrais, principalmente no nível da neuroquímica. Por outro lado, a disposição psíquica individual pode favorecer que a depressão se desenvolva (padrões de pensamento pessimista e auto-acusatório, expressão reprimida de necessidades e vontade, níveis elevados de introversão e dependência, freqüente mau humor e irritabilidade, entre outros). Também as vivências de perdas, sejam elas reais ou simbólicas, predispõem sua instalação, bem como situações de privação e isolamento social. É preciso lembrar a chamada depressão secundária, resultante de enfermidades clínicas variadas e uso de alguns medicamentos.

    Ultimato - A depressão pode ser prevenida?

    Uriel - As pessoas que têm uma predisposição familiar e, ou aquelas com perfil de personalidade favorável ao desenvolvimento da depressão, podem ter alguns cuidados preventivos. Aqueles momentos da vida em que se mostra maior vulnerabilidade também devem merecer atenção. Esses podem estar relacionados ao ciclo da vida (puerpério, menopausa, velhice) ou a episódios desfavoráveis (mudança geográfica, aposentadoria, desemprego, separação conjugal, doença grave, cirurgia mutiladora, tragédias coletivas, entre outros). Ajuda psicológica pode ser muito útil em todas as circunstâncias acima. Além disso, hábitos de vida saudáveis são sempre recomendados. Sabe-se que exercícios físicos, principalmente ao ar livre, em contato com raios solares, estimulam a produção pelo organismo de neuro-hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar. Eles favorecem a manutenção do humor. O respeito aos ritmos biológicos é também indicado, principalmente o sono. Quanto às crenças e práticas religiosas, dados empíricos apontam que podem ter papel preventivo. Entretanto, não bastam meras formalidades e hábitos rotineiros. Importância tem sido dada à chamada religiosidade intrínseca, relacionada a convicções bem estabelecidas, que sejam doadoras de sentido à existência e tragam forte envolvimento pessoal. Mesmo uma fé assim nem sempre é suficiente para evitar que o cristão sofra de depressão. Em ocorrendo, contudo, há evidências que sustentam a expectativa de uma evolução mais favorável.

    Ultimato - A depressão afeta o raciocínio e a vida religiosa do paciente?

    Uriel – Todas as dimensões da vida individual e relacional são afetadas pela depressão. Estando o humor rebaixado, falta interesse, desaparece a curiosidade intelectual, reduz-se a capacidade de concentração, o raciocínio fica lento. Os conteúdos do pensamento assumem tom pessimista, dando espaço para idéias de recriminação e culpa extremamente penosas. Nos casos mais graves, idéias de morte estão sempre presentes e podem ser muito perturbadoras. A vida religiosa também é atingida. É comum que não haja disposição para as práticas habituais da oração, leitura da Bíblia, da mesma forma que não existe ânimo para o trabalho e outras formas de prazer. A tendência da pessoa é isolar-se no seu sofrimento, evitando contatos, visitas, idas a igreja ou qualquer outro lugar. É importante lembrar que, se a depressão está presente, apelos bem intencionados, conselhos de “pensamento positivo”, exemplos desafiadores só contribuem para que a pessoa sinta-se ainda mais incapaz e desalentada. A disposição afetiva, que se constitui no grande motor da vida, é a função psíquica primariamente afetada na depressão. Assim, tudo o mais torna-se desinteressante e a incapacidade para reagir pode ser extrema.

    Ultimato - Qual a relação da depressão com o estresse?

    Uriel - Estresse refere-se à condição do organismo que está submetido a uma pressão exagerada, acima das suas possibilidades saudáveis de adaptação. Diferentes enfermidades físicas e psíquicas podem surgir em decorrência de um estresse prolongado. A depressão é dessas conseqüências uma das mais comuns em nossos dias.

    Ultimato - Diante de um caso de depressão, que providência deve ser tomada?

    Uriel – Antes de qualquer iniciativa, é muito importante definir o diagnóstico. Pode ser que a pessoa apresente uma tristeza transitória, plenamente justificada diante de algum episódio da vida, como luto, perdas, enfermidades. Outra possibilidade é que a alteração do humor seja sintoma de alguma enfermidade física, como anemia, hipotireoidismo, doenças neurológicas, algumas infecções, uso de certos medicamentos. Mesmo nesses casos, uma depressão secundária pode se instalar, a ponto de merecer tratamento específico. Há ainda que diferençar de outros transtornos psíquicos cujos sintomas se confundem com os da depressão: transtornos alimentares, de personalidade, quadros ansiosos, psicoses, demências. Uma vez identificada a depressão como sendo o transtorno psíquico primário, cabe verificar se ela é unipolar ou bipolar. Nesse último caso, a depressão é uma das fases do chamado transtorno bipolar do humor, em que se alternam fases de exaltação psíquica. A rigor, todo profissional da saúde deve estar apto a distinguir as situações acima descritas e encaminhar as pessoas ao tratamento mais adequado.

    Ultimato - Quem deve cuidar do deprimido: um neurologista, um psicólogo ou um psiquiatra?

    Uriel - Em nossos dias, tem sido muito enfatizado o tratamento com medicamentos específicos, os chamados antidepressivos. Eles agem no nível das sinapses do sistema nervoso central, ativando a ação dos neurotransmissores (serotonina e noradrenalina, principalmente). Os resultados do uso dessas substâncias têm sido animadores. Entretanto, deve-se lembrar que a depressão é uma experiência vivencial profunda, das mais perturbadoras para o ser humano. Como tal, ela implica sempre numa reconsideração existencial, que leva a reavaliação de atividades, compromissos, relacionamentos, valores e crenças. Sabe-se mesmo que a sua superação está relacionada à elaboração do significado que a experiência passa a ter na história de vida pessoal. Assim sendo, é indispensável que se propicie espaços terapêuticos em que a expressão dos sentimentos seja valorizada e estimulada, com vistas à sua adequada integração. Vê-se, portanto, que há ações que podem ser providas por diferentes fontes que atuem, preferencialmente, de forma coordenada e convergente. Algumas competências são específicas dos profissionais da saúde, como o ato de diagnosticar, medicar, exercer a psicoterapia, orientar sobre atitudes e riscos. Outras medidas de suporte podem ser supridas por familiares e amigos habilidosos, especialmente aqueles que já passaram por experiência semelhante, bem como por pastores e conselheiros capacitados. Papel destacado pode ocupar a igreja, desde que seja uma comunidade de acolhimento e estímulo aos que sofrem e às suas famílias.

    EDIÇÃO 269 – Revista Ultimato

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 17/09/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: , , eclesia, , interesses pessoais, , marcha pra jesus, , , , pastores, , secularismo, sincretismo, vergonha,   

    MARCHA PRA JESUS? 

    Marcha soldado, cabeça de papel

    Há cerca de um quarto de século, um ministro anglicano no interior da Inglaterra, diante da divisão do Corpo de Cristo e do avanço do Secularismo, teve a feliz ideia de convidar colegas de outras igrejas para fazerem uma passeata pública como demonstração de unidade e expressão de fé. Já que a semana que precede o Dia de Pentecostes (no calendário das Igrejas Históricas) é dedicado à unidade dos cristãos, tal evento deveria acontecer sempre no sábado da semana anterior à festa dedicada ao Espírito Santo. O evento foi denominado de “Marcha para Jesus”* e deveria ser espontâneo e informal. Organizações como a Jocum, a Primus e a Ichthtus compraram a ideia e em 1987 na cidade de Londres, promoveram o primeiro grande evento de massas. Em poucos anos a marcha se propagou por todo o mundo, arrastando multidões cada vez maiores, no que foi jocosamente chamado de “a procissão dos crentes”… Como tudo no Brasil parece acabar em pizza, samba ou malandragem, eis que a nossa “Marcha” virou marca registrada, patenteada por uma esperta “denominação” pseudo-pentecostal de íntima convivência com o Poder Judiciário daqui e doutras terras. No Brasil a “Marcha” tem dono. Como é um evento único, e uma forma de peitar a sua concorrente, a “Marcha do Orgulho Gay”, muita gente tem participado dela, embora a reboque do “apóstolo”, da “bispa” ou de seus representantes. E, o que é pior, um ato que em todo mundo é apartidário, aqui virou palanque para os políticos apoiados por seus organizadores, inclusive em ano eleitoral. Políticos a fim de faturar o voto evangélico e que fazem acordos com os seus organizadores, mas que, conforme seja, não teriam problema em subir nos trios elétricos da colorida marcha concorrente. O falecido ex-presidente da França, general Charles de Gaulle, afirmou certa vez não ser o Brasil “um país sério” (o que muito nos ofendeu). Mas que às vezes parece que o velho general tem razão, isso parece. Que Jesus não seja um pretexto, não tenha donos e não seja usado como cabo eleitoral! Cada dia marchemos unidos pelo Evangelho de salvação e transformação.

    • Robinson Cavalcanti é bispo é bispo anglicano da Diocese do Recife autor de, entre outros, A Igreja, o País e o Mundo, A Utopia Possível e Cristianismo e Política. http://www.dar.org.br

    *Foi sancionado no dia 3 de setembro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto de lei que institui o Dia Nacional da Marcha para Jesus, informa a Folha Online. O projeto de lei foi apresentado pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e a comemoração acontecerá sempre no primeiro sábado 60 dias após o domingo de Páscoa.

    ARTIGO PUBLICADO NO SITE DA REVISTA ULTIMATO EM 08 DE SETEMBRO DE 2009

     
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