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  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 28/05/2009 Link Permanente | Responder
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    A CRÔNICA DE KRENPTA 

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida

     

    Certamente você ainda não ouviu falar de Krenpta. Esta é uma terra muito distante em que vivemos. Os seus habitantes vivem em uma realidade paralela a do mundo real. Poderíamos até mesmo fazer uma analogia ao conhecido filme “Matrix”. Porém, o que os habitantes de Krenpta não sabem é que eles mesmos vivem em uma fantasia.

     

    Krenpta é uma terra que recebe muitas pessoas. Para se tornar um Krenptanense, não é necessário nenhum tipo de sacrifício, basta apenas você afirmar que é Krenptanense. Segundo os Krenptanenses, Krenpta é a terra da maravilha, onde não há dor, nem sofrimento, não há doença e nem morte. Mas o que eles não sabem é que estão vulneráveis a estas coisas e também as vivenciam no seu dia a dia.

     

    Quando uma pessoa pergunta onde está localizada Krenpta, os krenptanenses se embananam sem conseguir definir sua geografia. Isto porque, Krenpta existe apenas a mente dos krenptanenses. Na verdade, até os krenptanenses não poderiam existir, porque está terra não existe.

     

    Isto é muito confuso, mas é a pura verdade! Os krenptanenses acreditam que existem, mas não existem. Isto contraria a idéia filosófica de Descartes. Os krenptanenses lutam a cada dia para fazer crescer sua comunidade através de pessoas que somem à declaração de que se tornaram novos membros de sua comunidade. O grande problema dos krenptanenses é que eles acham que só eles teem a verdade. E que ninguém que não for krenptanense, pode ser digno de viver em Krenpta.

     

    Porém, um dia, Um verdadeiro habitante de Krenpta, começou a anunciar que Krenpta não é um lugar físico, mas que é o lugar onde está o Rei de Krenpta. E que Krenpta foi criada para estar em todo lugar físico que o Rei de Krenpta estivesse. Porque, se tinha um lugar onde o Rei de Krenpta não vivia era em Krenpta, mas em todos os lugares que quisesse. Até porque, este Rei era extremamente poderoso.

     

    Parece que causei uma confusão na interpretação deste texto e que não consegui desenvolver muito bem a minha idéia. Acredito que não me tornei muito claro na mensagem que queria trazer com Krenpta e os krenptanenses. Mas é exatamente assim que tentamos apregoar o Reino de D’us e o Céu. Esta tem sido a nossa mensagem e o pior de tudo… exigimos que as pessoas acreditem!

     

    Infelizmente não temos em nós a disposição de para refletir se nós (krenptanenses), não estamos errados em nossos conceitos. Estamos tão dispostos a acreditar no que nos passaram que confundimos o que cremos com o que a Bíblia afirma.

    Quando nos deparamos com a Palavra de D’us de Gênesis à Apocalipse, veremos que o Senhor está preocupado em criar os Céus e a Terra para que Ele pudesse se relacionar com o homem por toda a eternidade. A Terra foi criada para ser o Lugar de sua habitação.

     

    O salmista e o profeta Isaías afirmam: “Os justo herdarão A TERRA e nela HABITARÃO PARA SEMPRE”. O apóstolo João em Apocalipse 21 disse: “…e vi a Santa Cidade, a Nova Jerusalém, que de D’us DESCIA DO CÉU…”

    Enfim, não temos nenhuma base para achar que vamos viver em um reino que não existe e um céu que nem podemos imaginar como será!

     

    As nossas mentes “krenptanenses” nos forçam a crer naquilo que nos foi passado sem uma base sólida de verdade. Mas temos que avaliar o propósito de D’us e entendermos Sua Palavra. Porque se não for assim, vamos ter problemas para levar “Krenpta” a todos os homens.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 28/05/2009 Link Permanente | Responder
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    DIVERSIDADE NA UNIFORMIDADE

    Pr. Valdemir Sarmento de Almeida

     


     

    Muito se tem falado sobre Unidade na Igreja. Tenho visto muito pastores, colegas, dar ênfase a esse tema, que, concordo ser de relevância à Igreja da modernidade.

    Mas se esse tema tem sido explorado, porque não temos conseguido avançar na Unidade?

    Fazendo uma reflexão mais profunda: Será que conhecemos ou sabemos como funciona a Unidade? Por que ela é necessária à Igreja? Será que a chamada Igreja de D’us vive em Unidade?

     

    Escolhi este tema por sempre observar que a ênfase dada pelos pregadores é justamente o contrário: Unidade na Adversidade. Mas se mesmo explorando esse tema, não conseguimos atingir a Unidade, decidi fazer o inverso na tentativa de chamar a atenção ao assunto.

     

    Temo o destemor ter contaminado nossos corações pela ausência do Espírito na Igreja. Talvez, neste primeiro momento possa parecer duro em minhas colocações, mas entendo ser necessário por causa da velocidade em que nos encontramos em oposição à Unidade.

     

    A primeira parte que gostaria de observar é que

     

    A Unidade é coisa de D’us e nasce em D’us, portanto, é para D’us.

     

    Se a Unidade é para D’us, então eu não posso pensar em mim (Jo.17:22-23), porque ela nasce em D’us, portanto Ele é o foco.

    Qualquer possibilidade de Unidade só se pode vivenciar Nele. Para isso dependemos do Espírito Santo. Em Babel houve uma tentativa de Unidade, mas ouve confusão (Babel), pelo simples fato de não ter sido o próprio D’us o gerador da Unidade.

    A Unidade tem que nascer em D’us e para D’us.

     

    Há uma motivação muito errada por parte de alguns líderes evangélicos. Eles acham que se tiverem uma Igreja bem unida, certamente esse será um perfeito cartão de visita para os incrédulos e isso fará com que sua comunidade cresça.

    D’us não tem compromisso com a comunidade local, porque Ele não tem compromisso com reuniões.

     

    Vamos entender isso melhor!

     

    D’us não assumi nenhum tipo de compromisso com ninguém, a não ser com Yeshua, Seu Filho. Tudo o que possuímos, é pelo simples fato de nos tornarmos Um com Cristo, portanto, Seu Corpo. Se somos Corpo de Cristo, logo somos Cristo na Terra. Tudo o que possuímos, na verdade pertence ao Filho. Até a Vida Eterna, que temos, é porque estamos Nele, pois a Vida é Dele.

    Portanto, qualquer tentativa de fazermos o que Ele fez, mas sem Ele, é pecado.

    O propósito da comunidade é o Senhor e não o contrário.

     

    Em segundo lugar,

     

    Não podemos confundir Unidade com Uniformidade.

     

    Muitos líderes acham que se ensinarem seus liderados a se portarem como eles, a agir como eles, a viver como eles, alcançarão a Unidade. Mas na verdade, isto é apenas Uniformidade.

    Há quem diga que se caminharmos muito juntos, talvez até mesmo todos os dias, ou nas casas em um pseudo discipulado, então, alcançaremos a Unidade.

    A Unidade não surge com fórmulas mágicas. Se ela acontecesse pelo simples fato de estarmos juntos todos os dias (como vimos a Igreja em Atos), então não teríamos divórcios nas Igrejas, pois os casais não estão somente juntos todos os dias, mas até moram juntos.

     

    O que temos são falsos conceitos de Unidade.

     

    A Unidade é característica de quem tem o Espírito do Senhor.

     

    Podemos nos vestir igualmente, falar com os mesmos trejeitos, usar a mesma teologia, mas se não tivermos o Espírito, certamente estamos nos enganando e trazendo sobre nós a desculpa de uma falsa Unidade.

     

    Amados, não podemos mais ser enganados pelas nossas próprias conclusões!  A Bíblia nos afirma que o Espírito do Senhor é o Agente da Unidade. Mas como saber se temos o Espírito?

     

    Em Atos 2:17 e 18, temos uma declaração do apóstolo Pedro. Ele afirma que na descida do Espírito santo, a profecia de Joel se cumpriu. E qual era a profecia?

    “Nos últimos dias derramarei do meu Espírito sobre toda a carne. Os vossos filhos e filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões e os vossos velhos sonharão sonhos….”. Logo, se os nossos filhos não estão profetizando (essa profecia não significa revelação, mas a sentença de juízo que a Palavra de D’us trás por meio do profeta), nem os jovens tendo visões e nem os velhos sonhando, certamente o Espírito ainda não nos alcançou.

     

    Temos que abrir mão de nossa religiosidade e nos arrepender por nem sequer termos o Espírito do Senhor em nosso meio. O arrependimento é o primeiro passo para chegarmos à glória de D’us.

     

    No verso 3 e 4 de Atos 2 diz que eles falavam em línguas CONFORME O ESPÍRITO CONCEDIA. Havia uma total dependência desses irmãos. Até a comunicação deles estava comprometida com D’us. Eles só falariam conforme o Espírito permitisse.

     

    A Igreja de Atos entendeu que o irmão era o mais próximo referencial de D’us que eles dispunham e por isso sentiam a necessidade de estar junto. Acredito ser esse o ponto chave!

     

    Havia NECESSIDADE da Igreja em estar junta. Porque os irmãos entenderam que o próximo era uma expressão de D’us maior que si mesmo. E à medida que estavam juntos, havia manifestação da Sherinah do Senhor. A fim de que essa Glória de D’us fosse vista pelos homens.
    Quando alcançamos este patamar, não precisaremos promover grandes eventos e muito menor de planos para crescimento. Tudo o que precisaremos é de espaço para acomodar os vão querer ser salvo a cada dia.

     

    O meu próximo é a única possibilidade que tenho de encontrar a D’us.

    E por isso Yeshua orou de uma maneira tão centrada por ela em João 17.

    Enfim, está diante de nós este desafio. Não da Unidade, porque ela vem de D’us e age em D’us, para a Glória de D’us. Mas para termos o Espírito e vivermos Nele. Não como achamos, mas como devemos viver.

    Que o Senhor nos abençoe e nos ajude a viver neste caminho em Nome de Yeshua.

     

    Pr. Valdemir Sarmento de Almeida

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 26/05/2009 Link Permanente | Responder
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    Maldição 

     

    Pr. Valdemir Sarmento de Almeida

     

    Há uma grande confusão doutrinária quando o assunto é maldição. Alguns acham que ela não pode alcançar o crente, outros acreditam ser perfeitamente possível. Uns acham que é necessário dispor de um grande sacrifício para que sejam anuladas as maldições, outros, que uma oração de renuncia é o suficiente.

    Entendo que ainda não há uma posição muito clara por parte da comunidade evangélica, pelo fato de ela própria não ter conhecimento de que essa questão é muito bem explicada e apresentada pela Torá. Em muitos seminários de Libertação e Quebra de Maldições são apresentadas maneiras mil de como quebrarmos maldições, mas muitos não entenderam do POR QUÊ delas. E é sobre isso que gostaria explanar através dessa ministração.

    Creio não ter toda a revelação, mas sei que esse é o Caminho certo para entendermos melhor sobre o assunto.

    Vamos começar entendo ONDE NASCEU o mal (origem da maldição).

    Y  Ezequiel 28:14 em diante, trás uma revelação muito interessante que nos ensina muitas coisas nas entrelinhas.

    1. Satanás (Lúcifer) era Querubim; permanecia no Monte de D’us,
    2. Era Perfeito; até o dia em que foi achado iniqüidade no seu coração;

    Esse verso 15 trás uma importante informação: Satanás era PERFEITO.

    ®     Qual o critério usado para a PERFEIÇÃO? Como saber que ele era Perfeito? Se há uma perfeição era porque existia a imperfeição e também havia REGRAS a serem seguidas para que a perfeição fosse evidenciada. Ou seja, Satanás seguia a regra estabelecida por D’us, no Jardim. Então, concluímos que a perfeição se dava mediante o cumprimento das regras estabelecidas por D’us.

    ®     Podemos interpretar essas REGRAS como LEIS. Havia no Céu, leis que precisavam ser obedecidas por todos para que tudo fosse perfeito. Essa perfeição era caracterizada pela Obediência a(s) Lei(s) de D’us, no Jardim do Éden.

    1. Ainda no v.15, a parte “b”, nos diz que ele era perfeito desde o dia em que foi criado até que SE ACHOU INIQUIDADE em ti.

    ®     Usando o mesmo princípio da Perfeição, aplicamos a Lei para entender que Satanás se achou em iniqüidade. Como saber que houve iniqüidade? A Iniqüidade é Incredulidade. Tiago nos ensina que a Fé sem Obras é morta. Satanás gerou a Incredulidade em seu coração até o momento em que esse mal tomou forma através de uma ação contrária à Lei de D’us, resultando no pecado (“… e pecaste” – v.1). – Rm.4:15

    Caminhando por esse pensamento, vemos que D’us sempre trabalhou com Leis. É evidente que a Lei do Amor à D’us sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, eram as leis que estavam em vigor desde a eternidade.

    O apóstolo Paulo declara em sua primeira epístola aos Coríntios sobre a importância do Amor (1Coríntios 13).

     

    O verso 10 nos trás uma importante informação. Paulo diz: “Quando vier o que é PERFEITO…”. Mais uma vez temos a PERFEIÇÃO diretamente associada ao AMOR.

     

    O apóstolo ainda faz mais declarações importantes para a nossa compreensão. Ele afirma que “em parte conhecemos e em parte profetizamos”. Somente quando vier o Perfeito é que o que é em parte será aniquilado.

    Paulo estava dizendo que todo o propósito do conhecimento é levar o homem a amar a D’us sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. A partir do momento que o Amor se manifesta na vida do homem, vindo o Perfeito (que vive essa verdade), é que o conhecimento terá o seu real significado.

     

    Yeshua também afirmou que o Amor é a base dos mandamentos, aquele que ama a D’us certamente guardará os seus mandamentos (Jo.14:15-24). O apóstolo João também teve esse mesmo discernimento que Yeshua e Paulo tiveram (1Jo.2:3-7).

    João vai nos dar a ponte de que precisamos para entendermos a origem da maldição.

     

    Vamos observar o texto de 1Jo.3:4-8

     

    João afirma que o pecado é a transgressão da lei. E que o diabo peca desde o PRINCÍPIO. Esse princípio não é o princípio de evangelho pregado por Yeshua, até porque ele já havia pecado antes mesmo. Este princípio que João se refere é o princípio da Criação, quando os Céus e a Terra já haviam sido criados e as Leis de D’us estavam em vigor para manter a PERFEIÇÃO de todas as coisas.

     

    Tendo em mente a visão de que os mandamentos manifestam a JUSTIÇA de D’us e levam a criação à perfeição, temos agora o discernimento de que esse foi o motivo pelo qual satanás caiu gerando a maldição.

    Mas a maldição não foi uma criação do diabo, ele apenas foi quem inaugurou a maldição com a consumação do pecado. Mas a Bíblia afirma que o Senhor mesmo criou o mal (Is.45:6-7; Hb.11:33-36).

     

    O Mal foi criado por D’us com o propósito de manifestar a Sua Justiça.

    Portanto,

     

    A MALDIÇÃO É NECESSÁRIA

     

    É através dela que o desobediente é penalizado. O mal não deveria ser utilizado contra ninguém, mas todos pecaram e, por isso, passivos de maldição (Dn.9:11; Rm.3:23; Gl.3:10-13). Foi por isso que o Cordeiro de D’us teve que ser morto como propiciação pelos nossos pecados anulando assim a maldição causada pelo pecado (Rm.3:24-26) para que possamos nos tornar servos da justiça e filhos da obediência (1Pe.1:14).

     

    Daí, podemos concluir que, todos aqueles que desobedecem tornam a maldição uma realidade em suas vidas, mas essa maldição não vem pela arbitrariedade de satanás, mas pela Vontade de D’us (Êx.20:5 e 6). Não há nenhum registro na Bíblia de satanás amaldiçoando o homem, mas todas as vezes que ocorrem maldições, são ações de D’us contra os atos de desobediência. Por isso toda a maldição só poderá ser quebrada pela ação de Obediência (Rm.5:19; 2Co.10:6; Ef.2:2-5; entre outros)

     

     

    O PODER DE UMA VIDA EM OBEDIÊNCIA AOS MANDAMENTOS

     

     

    Yeshua veio para desfazer as obras do diabo (1Jo.3:8), sendo obediente até a morte e morte de cruz (Fl.2:5-8). Ele nos ensinou o caminho para anularmos todas as maldições. Não há outro caminho senão pela obediência às Leis de D’us.

    Muitos tentam anular a maldição através de utensílios “sagrados” e até mesmo pelo exercício de uma mente positiva, mas nenhum sacrifício é capaz de anular a maldição, a não ser que seja o único sacrifício aceito por D’us que é o de Yeshua para que possamos obedecer à Vontade do Senhor em todas as coisas. Se não houver disposição em obedecer, não haverá quebra de maldição e o próprio pai ensinará seu filho o caminho dela até que haja arrependimento e mudança de atitude em Yeshua Hamashiach.

     

    A obediência atrai o poder da vida do Reino de D’us sobre todas as coisas. A oração deve ser uma declaração de reconhecimento do nosso ato de rebelião, mas ela por si só não tem poder de quebrar nenhum tipo de maldição pelo simples fato de a maldição ser estabelecida pelo Eterno. Ao orarmos, temos que ter em mente que tal maldição tem chegado até nós por conseqüência e não por causa.

     

    Alguns “peritos” em guerra espiritual ensinaram ao longo dos tempos sobre a preocupação de se enfrentar uma guerra espiritual, pois a maldição poderia chegar até o guerreiro de D’us em forma de retaliação. Mas quando esmiuçamos a Bíblia com todos os seus contextos, vemos nitidamente que as retaliações, quando há, são somente para que houvesse arrependimento, pois certamente o povo não atentou para a voz do Eterno.
    Quando voltamos os nossos olhos para os profetas da Bíblia, podemos extrair uma importante lição. Cada vez que Israel era alertado por um profeta, era porque alguma benção ou maldição descrita da Torá estava para ser liberada.

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 26/05/2009 Link Permanente | Responder
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    VELHO HOMEM X NOVO HOMEM 

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida

     

    Vivemos em um mundo de lutas

    Desde a nossa concepção, temos sempre obstáculos a vencer.

    Ex.: A primeira mamada; os primeiros passos; as primeiras palavras, etc…

    Desafio é a nossa companheira diária!

    Quando superamos esses desafios e achamos que é o suficiente, aí é que descobrimos que temos que enfrentar o 1º. Dia de aula; O aprendizado coletivo; Temos que aprender que não somos os únicos e nem o mundo gira em nosso redor.
    A cada dia que vivemos, novos desafios são traçados e novos aprendizados vão surgindo.

    Acredito que nunca paramos de aprender. O mundo é um desafio contínuo.

     

    Dentro deste contexto, vamos ter que aprender também que fomos feitos para relacionamentos. E, acredito, esse é um dos maiores desafios que enfrentamos. Agora temos que entender que o eterno nos criou para que pudéssemos repartir tudo o que temos e somos com outros que estão ao nosso redor.

    Mas Ele vem nos ensinando isso também, desde criança, nos colocando em uma família, nos dando amigos, parentes, etc…

    Mas porque não paramos de ter que aprender?

    Esse é um dos maiores mistérios que temos, porque o nosso D’us a quem servimos e amamos, é Eterno e nunca vamos deixar de conhecê-lo. Então, temos sempre à nossa disposição DESAFIOS.

     

    Mas o que mais me chama a atenção até agora, não são os desafios apresentados (acredito que nem citei todos), mas o que realmente é intrigante é que existe um desafio que muito mais ousado que todos os outros apresentados.

     

    O DESAFIO DE VENCER A MIM MESMO

     

    Vencer o mundo e satanás é até fácil, mas vencer a mim mesmo é o Grande Desafio. Isto porque eu sempre tenho razão, e se entro em confronto com terceiros, não me sinto feliz, trato logo de me proteger a mim mesmo. Esse é o grande problema. Termos que paparicar a nós mesmos. Na medida em que caminhamos na vida em D’us, descobrimos que há uma profunda antagonia entre o Eu e Yeshua.

    Quero ir um pouco mais além.

    Quando vamos avançando à idade da adolescência, vemos que as pessoas que antes eram nossa referência na infância, já não o são mais. O que será que aconteceu?

    De repente, os nossos pais, que até então eram os mais fortes e melhores do mundo, passam a ser ultrapassados em seus ensinamentos e princípios.

    Será que todos mudaram?

     

    À medida que vamos amadurecendo, percebemos que o problema não está nos outros mas em nós mesmos. Mais cedo ou mais tarde, vamos perceber que o grande obstáculo para realizarmos a obra de D’us não são os outros, mas eu mesmo.

     

    Esse amadurecimento é fundamental para que eu descubra a real batalha que se trava entre o Velho Homem e o Novo Homem.

    Muitos ainda não são capazes de praticar as mínimas obras dentro do Reino de D’us, por acharem que a culpa é de terceiros, sejam eles, pastores, líderes, irmãos, ou outro ser qualquer, mas na verdade são eles mesmos que deveriam discernir, pelo espírito sob a orientação da Palavra de D’us, que todos fomos chamados para transmitir as mensagens de D’us sob a unção e de receber revelações de D’us.

    Mas devido às distrações do Velho Homem, o irmão não parece funcionar corretamente. Obviamente, temos uma situação típica de um Velho Homem disfarçado de Novo. É claro que esse irmão é passivo de um urgente tratamento.

     

    Se não tratarmos com urgência desse assunto, qualquer passo que dermos em direção aos “avivamentos”, nada mais será que desperdício de tempo. Até mesmo nossas orações serão inoperantes. Só há um remédio para tratarmos essa questão de Velho Homem na Comunhão do Corpo de Cristo. É o quebrantamento.

     

    VELHO HOMEM X NOVO HOMEM

     

    O apóstolo Paulo nos revela que existem dois tipos de homem na Bíblia, o Velho e o Novo. Como podemos distinguir entre estes dois homens? Como saber se tenho tido a natureza do Novo homem ou se o Velho ainda continua a se manifestar em minha vida?

    Ao contrário do que muita gente pensa; não podemos moldar o “Novo Homem” aos conceitos e valores próprios. É necessário que esse Novo Homem seja moldado à semelhança de Adão antes da queda. Ou seja, sermos totalmente dependentes do Eterno como eram Adão e Eva. Mas para isso, temos que aprender:

     

    O CAMINHO DA OBEDIÊNCIA

     

    Yeshua é o nosso modelo de Adão restaurado; Novo Homem. A Bíblia afirma que Ele foi Obediente até a morte e morte de Cruz. (Fp.2:5-8)

    Yeshua não veio para realizar a Sua própria vontade, mas a vontade de Adonai – Lc.22:42; Jo.4:34; Jo.5:30; Jo.6:38; entre outros.

    O apóstolo Paulo também entendia a importância de se obedecer a D’us. Pois essa é a característica principal de quem teme ao Senhor. E é através de suas Leis que a Sua Vontade é manifesta – Rm.7:22. O Novo Homem tem prazer na Lei de D’us.

    Ef.3:16 diz: “Sejais fortalecidos com poder, mediante o Seu Espírito NO HOMEM INTERIOR.”

    2Co.4:16 diz: “Mesmo que o nosso homem exterior (velho homem) se corrompa, contudo, o nosso homem interior (novo homem) se renova de dia em dia”

     

    O Espírito do Senhor se manifesta na vida do Novo Homem, pois ele se submete e ama as Leis de D’us, porém, o velho homem, receberá do Senhor a devida maldição. (Pv.19:16; Sl.37:38; Dt.27:26;  Rm.2:29; 7:12; Rm.8:4; Sl.119:72, 113, 142; 163).

    Quando renunciamos, conscientemente, o nosso velho homem através de Yeshua, o Espírito do Senhor vem habitar em nosso espírito gerando o Novo Homem. Segundo Watchman Nee, o que reveste o espírito do Novo Homem é a Alma. É nela que onde funcionam nossos pensamentos, emoções e vontade. E o que reveste a Alma, chama-se Corpo. O Corpo é o revestimento da Alma, como mostra a ilustração abaixo.

     

     

    É no espírito humano que o Espírito de Adonai habita (Rm.8:11, 16), é aqui que o Espírito de D’us se une ao nosso espírito. Por isso Yeshua afirma “o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”. Paulo também afirma “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer”.

     

    O homem natural é levado pelo Corpo Físico e pela Alma. A Bíblia afirma que pelo CORPO (5 sentidos) a alma recebe informações (Lc.11:34). É através do corpo que a personalidade humana vai sendo formada e o Velho Homem ganha força na alma. Os pecados são provenientes do Corpo.

     

    CORPO – 5 SENTIDOS

     

    ®   Visão;

    ®   Audição;

    ®   Olfato;

    ®   Tato;

    ®   Paladar.

     

    Todas as informações registradas em nossa alma, sejam boas ou más, são provenientes dos 5 sentidos, ou seja, do nosso corpo. Estamos em um mundo que está sendo governado pelo maligno e as intenções do coração do homem, são naturalmente más, precisamos de Vida dentro de nós, mas naturalmente é impossível, pois, desde crianças somo ensinado pelo mundo a viver contra os valores do Reino de D’us.

     

    A SOLUÇÃO DE D’US

     

    Está em que precisamos da mesma essência de Yeshua teve para manifestar o Reino de D’us. Quando a Bíblia afirma que Yeshua veio em carne, é porque a sua natureza foi a mesma que a nossa. Embora não houvesse nele pecado, Ele viveu a sua vida humana em plenitude. A estrutura do homem nunca mudará, porém, o que precisa ser mudado é a influência do homem.

     

    O HOMEM NATURAL OU VELHO HOMEM

    O Corpo é quem nutre a natureza do Velho Homem. As necessidades Físicas são o centro do Velho Homem. Ele passa a viver em função do suprimento de suas necessidades físicas. O propósito de satanás é que o mundo influencie a alma, para que ela, por sua vez, possa influenciar o espírito humano, extinguindo assim o Espírito.(1Ts.5:19);

     

    O HOMEM ESPIRITUAL OU NOVO HOMEM

     

    2Co.4:16

    Ao contrário do Velho Homem, o Novo Homem é nutrido pelo Espírito do Senhor. A vida do Homem espiritual vai sendo fortalecida de dentro para fora. À medida que o Espirito do Senhor ministra ao espírito do Novo Homem, ele encontra força e liberdade para restaurar a sua Alma (Psiquê). Com a Alma restaurada, o Corpo passa a ser Restaurado – É quando acontecem as curas físicas. Vidas restauradas pelo Espírito de D’us, são famílias restauradas, Igreja restaurada, cidades restauradas, nações restauradas.

    Por isso, é necessário que haja uma restauração no espírito de todo homem. Paulo afirma em Efésios 2:1-6:

    “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,  em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, c como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, e em Cristo Jesus”.

    Somente o Novo Homem pode trabalhar na Obra do Senhor, pois ele está liberado totalmente. A nossa maior dificuldade está em sermos Novos, sem deixar o Velho se manifestar. Por isso, temos que reconhecer que o nosso primeiro desafio é vencer a nós mesmos, e não os outros. Nada pode nos atrapalhar mais que o nosso Velho Homem. Ele é o maior opositor da Vontade de D’us em nós.

     

    Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto (João 12:24)

     

    As nossas realizações dependem da nossa posição diante do Senhor. O Velho Homem precisa ser rompido para que o Novo, saia. O Senhor tem muito interesse em que o nosso Velho Homem seja vencido, pois quando isso acontece, tanto incrédulos como crentes são abençoados.

     

     

     

    O Velho Homem tem que morrer

    Se avaliarmos o grão de trigo, observaremos que a vida está no grão e não na Casca. Ninguém conhece como cai ser aquele grão, porque todos estão vendo a casca.

     

    NO GRÃO, O QUE SE VÊ É A CASCA

     

    Enquanto a casca não romper, o trigo não vai aparecer. “Se o grão de trigo, caindo em terra, não morrer”.

    O que é a morte do Velho Homem? É o rompimento da casca para que o Novo Homem nasça (o trigo). A Bíblia ainda afirma: “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.”(Jo.12:25)

    Yeshua deixa claro que assim como a casca do Grão de Trigo, assim deve ser a nossa vida (nossa alma).

    Há duas condições distintas no Novo Homem:

     

    1ª. Inclui aqueles nos quais a vida está limitada do Novo Homem, restrita, aprisionada e incapaz de sair;

    2ª. Inclui aqueles nos quais o Senhor tem forjado um caminho, e, portanto, a vida do Novo Homem é liberada de dentro deles.

    Portanto importante não é como receber o Novo Homem, mas como liberar essa vida. É de suma importância a experiência do arrependimento e o quebrantamento. Sem um quebrantamento genuíno, não pode haver Novo Homem. Não basta crer somente. É fundamental o Arrependimento.

    Acredito que a Glória do Senhor enche toda a Terra, mas se esta glória não está enchendo, é porque alguma coisa está erra e não é com D’us. Certamente, nós que somos (ou devemos ser) os transmissores dessa glória, podemos estar impedindo que vidas, cidades e até mesmo nações inteiras sejam abençoadas e transformadas, porque a vida do Senhor está restrita a nós mesmos. Se o Velho Homem mantiver o Novo aprisionado, não podemos esperar que a Palavra do Eterno flua através de nós.

    O QUE ESTÁ DENTRO É MAIOR DO QUE O QUE ESTÁ FORA

     

    E, estando ele em Betânia assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro, com ungüento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça.(Mc.14:3)

    Watchaman Nee afirma sobre esse texto que: D’us, em Sua Palavra, usou o termo “puro” com o propósito de mostrar-nos que ele é verdadeiramente espiritual.

    Mas, se o vaso de alabastro não for quebrado, o nardo puro não fluirá. Muitos pensam que o Velho ainda é mais precioso que o Novo Homem. Até mesmo da Igreja isto se torna um grande problema porque:

    • Um entesoura a sua capacidade, pensando que é muito importante,
    • Outro entesoura suas emoções, sentindo-se uma pessoa importante;
    • Outros estimam-se grandemente, sentindo que são melhores que os outros, sua eloqüência ultrapassa a dos outros, sua rapidez de ação e exatidão no julgar são superiores;
    • E assim por diante.

    Não podemos ser admiradores de vasos de alabastro, temos que ser apenas os desejos pela fragrância do Bálsamo. E sem a quebra do vaso, a fragrância não sairá.

    Não podemos renunciar a ação do Eterno no sentido de trabalhar na quebra do Velho Homem. Tudo o que acontece em nossas vidas não tem outro objetivo a não ser a quebra do Velho Homem. Nisto tem consistido, efetivamente, a ação do Espírito do Senhor em nossas vidas. Afim de que o Novo Homem nasça em nós.

    Mas é aqui que está a grande dificuldade, porque nos aborrecemos com as coisas mínimas, murmuramos com pequenas perdas. O Senhor está preparando uma maneira de usar-nos, contudo, Sua mão mal nos toca, já nos sentimos infelizes, a ponto de contender com D’us e de tornar-nos negativos em nossas atitudes. Devemos perceber que todas as nossas experiências, todos os nossos problemas e provações que o Senhor nos manda, são para o nosso melhor proveito. Não podemos esperar que o Senhor nos dê coisas melhores, pois essas são as melhores coisas.

    As nossas provações já são o melhor de D’us, pois são para o nosso melhor proveito. Porque o propósito final de D’us é destruir o nosso Velho Homem.

    O QUEBRANTAMENTO É DIFÍCIL

     

    Há duas maneiras para que o quebrantamento de D’us aconteça em nossa vida.

    • Repentina;
    • E Gradativa.

    Em algumas pessoas o quebrantamento e repentino, seguidos de quebrantamentos gradativos; para outros, há provações constantes e diárias, até que um dia Ele causa o quebrantamento em grande escala.

     

    Cada pessoa é diferente da outra e a maneira de Ele trabalhar vai variando de acordo com o coração de cada um. Por isso, não se pode ter uma regra de como Ele vai agir para que o quebrantamento aconteça.

     

     “Perto Está o Senhor dos que tem um coração quebrantado e salva os de espírito oprimido” Sl.34:18

     

     Vejamos também: Salmo 51: 17;

    Sl.147:1 = “O Senhor sara os quebrantados de coração e liga-lhes as feridas”

    O Propósito do Quebrantamento

     

    O Propósito do quebrantamento é levar o homem a uma profunda ferida em sua alma para que ele entenda que seu braço e coração são limitados, reconhecendo assim que somente o Senhor tem poder; não somente para curá-lo, mas também para usá-lo.

    Jó 19 – Vemos um homem profundamente quebrantado e tratado pelo Senhor, para, posteriormente, poder reconhecer que ele realmente não conhecia o Eterno, Seu D’us (Jó 42).

    Os.6:1 – Afirma que foi o Senhor quem fez a ferida no coração do homem, para curá-la.

    Is. 61 – O Espírito do Senhor está sobre mim pelo que me ungiu… A CURAR OS QUEBRANTADOS DE CORAÇÃO.

    Dessa maneira podemos concluir que só há uma maneira de podermos ser gerados em NOVO HOMEM! Pelo quebrantamento. O quebrantamento não é um processo agradável, mas fundamental a todos que quiserem ser NOVO HOMEM.

    Conclusão

     

    Não há nenhuma possibilidade de sermos conhecidos como NOVA CRIATURA, ou NOVO HOMEM, sem termos passado pelo processo de quebrantamento.

    Temos como exemplos, vários homens da Bíblia e também todo o Israel.(Ver Parashá Massei)

     

    O Novo Homem vive para a Glória de D’us, o Novo Homem Conhece a D’us e caminha na direção de Sua Palavra.  – Rm.7:22.

     

    O PROPÓSITO DO SENHOR PARA VOCÊ É TORNÁ-LO(A) UM “NOVO HOMEM”. Pois esse é a IMAGEM E A SEMELHANÇA DE YESHUA HAMASHIACH.

    Por isso, tende grande gozo o passardes por várias provações… pois é o Senhor lhe forjando.

     
    • pedro ideilton 1:06 em 29/05/2009 Link Permanente | Responder

      realmente vencer o eu, é muito dificil, eu ainda estou lutando para vencer este eu, mas eu te digo que é muito dificil mas não impossivel, estava precisando conhecer mas este grande inimigo, o meu eu, ele não para de criar meios para me vencer, valeu pelo o assunto, que Deus, continue lhe orientando neste assunto, que a paz do senhor esteja sobre a sua familia.

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