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  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 03/11/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: amante, , , casais, , conjuge, crise familiar, divórcio, família, ferida ca alma, marido e mulher, noiva, noivado, noivo, novo casamento, relacionamento conjugal, vida de casado   

    ATÉ QUE A “GLÓRIA” NOS SEPARE 

    casal_brigando_

    Tenho acompanhado, ao longo dos meus 13 anos de ministério a vida de muitos casais. Especialmente os mais jovens e o que tenho visto é surpreendente. Fico extremamente assustado em me deparar com a triste realidade de que muitos jovens não estão preparados para casar e mesmo assim, assumem tão importante compromisso diante do Altar do Senhor.

    Como conseqüência, muitos tem desistido do santo matrimônio e em também da fé. Vidas são maculadas com o divórcio e uma ferida sem precedente é aberta na alma dos cônjuges. Mas a que se deve tão perturbadora realidade? O que fazer para reverter este quadro? E por que tem aumentado drasticamente o número de divórcio nas Igrejas? E o mais importante de tudo: Qual deve ser a postura da Igreja diante desta calamidade? Aliás, o que a Igreja tem feito para curar este mal que assola nossas comunidades e sociedade brasileira?

     

    A primeira coisa que temos que ter em mente é se o casamento é algo ultrapassado. Se olharmos dentro do contexto de nossa sociedade pecaminosa, certamente não cabe mais o matrimônio. Hoje mesmo, estive passeando em um shopping da cidade, quando uma cena de um veículo me chamou a atenção. Estava sendo exposto um veículo compacto, o mais compacto que já vi, a um preço de um veículo de grande porte. A primeira coisa que me veio a mente era que aquele veículo não teria venda porque o brasileiro certamente iria optar pelo veículo maior para comportar a família…, mas que família? Era exatamente por esse motivo que aquele veículo teria vendagem no Brasil, pois ele vai suprir muito bem a necessidade de um indivíduo.

     

    A família está se desfacelando justamente porque o homem se tornou tão egoísta que já não mais se preocupa em viver em sociedade. Até o seu meio de transporte pode ser para no máximo duas pessoas. Tudo para o bem estar do indivíduo e não para a sociedade. Onde estamos?

    Os filhos estão sendo preparados para cuidar de suas próprias vidas e o próximo é apenas alguém que cumprimentamos e, quando muito oramos, nas reuniões de culto. As moças já não estão preparadas para cuidar do maior patrimônio que D’us lhe deu, a Família. Agora o que realmente impera é a própria Glória.

     

    Todos nós não estamos medindo esforços pelo nosso bem estar. Estamos fazendo todo o sacrifício para que possamos nos dar bem na vida. Desde pequenos, somos treinados a competir no mercado de trabalho e somente assim poderemos alcançar felicidade. A vida espiritual e o relacionamento com D’us são meros coadjuvantes diante da vida que estamos conquistando com o nosso próprio braço.

     

    Não nos resta outra coisa senão a nossa própria felicidade. Mas a grande decepção é saber que quando se chega lá, a felicidade não está lá.

    E trazendo isto para o casamento, teremos a mesma triste realidade.

    Muitos fazem juras de amor no altar com a convicção de que aquela pessoa linda, será a responsável por fazê-la(o) feliz, porque o que interessa é a própria Glória, mas, em hebraico a raiz da glória humana é VAZIO. O que significa que todos os que fazem alguma coisa para a sua própria felicidade, certamente se frustrarão, porque a verdadeira felicidade está em viver a vida como Yeshua viveu. Ele se doou até a morte e morte de Cruz. Não por causa de uma religião, mas por causa de um amor completo, pleno, o Amor de D’us.

     

    O que nos falta, como sociedade, é esta visão da felicidade no outro que perdemos ao longo da vida. Muitos casamentos são destruídos por causa da Glória individualista que os casais estão tendo. Estava caminhando no parque de minha cidade, quando diante de mim um casal novo com um bebê de aproximadamente 1 aninho, estava discutindo quanto tempo deixariam a criança na casa dos pais dela (o casal aparentava ter boas condições, pois moram em uma região nobre da cidade). Eles estavam sem tempo para educar a criança e por isso estavam querendo deixar com os pais.

    Ainda no shopping deparei-me com uns três casais de idosos caminhando com seus netos. Tive a oportunidade de elogiar um deles por ter tirado um tempinho para caminhar com o neto no shopping, mas fui surpreendido ao saber que o filho havia deixado o neto morando com os avós por determinado período POR NÃO TER TEMPO PARA O FILHO.

     

    Esta é uma realidade atual.

    A Igreja está sendo vítima deste egocentrismo que tem assolado famílias e casamentos. Os maridos não estão se preparando para dar a sua vida pela esposa e nem a esposa para amar o marido e reconhecer que a sua casa é a maior riqueza que ela possui.

    Esse caos é uma realidade! Chega de destruição!

    A base de um casamento não pode ser atração sexual ou física, mas o profundo desejo de amar o próximo como a si mesmo, de servir com a própria vida.

     

    Os principais valores do indivíduo estão sendo jogados pela lixeira e somente a Igreja pode reverter este quadro tocando sua “trombeta” com todas as forças. Vamos denunciar este egocentrismo. É tempo de aprendermos que o próximo é a nossa prioridade.

    Somente assim o Reino de D’us se manifestará em nossas casas e comunidades.

     

    Shalom sobre a sua vida e família em Nome de Yeshua Hamashiach.

    Pr.Valdemir Sarmento de Almeida

     
  • Valdemir Sarmento de Almeida 1:06 em 09/06/2009 Link Permanente | Responder
    Tags: crescimento da igreja, crescimento espiritual, , , , família, , , , , multiplicação, nova igreja, pentecoste, , , vida espiritual   

    Como Fazer a Minha Igreja Crescer – Passo a Passo 

    Pr. Valdemir Sarmento de Almeida

    Este sempre foi desejo de todo líder espiritual! Ver a sua Igreja crescer. Há uma necessidade em crescimento que tem levado muitos líderes a perder o sono. A sociedade evangélica cobra de suas próprias comunidades o crescimento como se realmente o número fosse resultado da Presença do Senhor.

    O crescimento tem sido o objetivo de muita gente, talvez até mesmo o seu (por isso chegou até aqui), mas não se condene por isso! Somos apenas fruto do meio em que fomos formados.

    É passado a idéia de que gente chama gente! Alguns líderes tem o desejo do crescimento por achar que dessa maneira estarão esvaziando o inferno, outros acham que o número torna as reuniões mais “avivadas”, há quem goste do saldo financeiro dos dízimos e ofertas recolhidos, por acharem que quanto mais dinheiro, mais condições terão de crescimento. Enfim, motivos não faltam.

    Tem me incomodado a idéia de que isso tem tirado o sono de muita gente por se tornar o alvo número 1.

    Temos que parar com isto agora!!!

    Yeshua nunca esteve focado no crescimento, pelo contrário, Ele tinha compromisso com a verdade.

    Ele chegou em um momento em seu ministério que qualquer pastor diria que era o fim, quando após a sua mensagem, todos os que o ouviam viraram as costas para por causa da dureza de seu discurso, ficando apenas Ele e seus discípulos. Talvez se fosse um de nós, voltaria atrás deles e tentasse amenizar seu discurso com o fim de tentar “edificar” a multidão, mas Yeshua, em momento algum voltou atrás. Pelo contrário, chegou para os seus discípulos e disse que se quissessem, poderiam voltar junto com a multidão. Mas seus discípulos não quiseram por discernirem que embora o Seu discurso fosse duro, somente Ele tinha as Palavras de Vida Eterna.

    Acredito que se Yeshua fosse pastor de uma Igreja no Brasil, provavelmente o encontraríamos pastoreando uma pequena comunidade, que não seria evangélica. Porque Yeshua não se adequaria à realidade evangélica atual. Alías, Ele era judeu e rabino. Mas também não se adequaria ao judaísmo atual. Hoje, muitos daqueles que se dizem judeus crentes em Yeshua tem mais preocupação em restaurar o judaísmo do que as pessoas.

    Para onde iremos nós?

    Esta foi a pergunta dos discípulos!

    A multidão não efetuou esta pergunta por ter em mente para onde voltar. Mas os discípulos estavam experimentando a Palavra Viva, a própria Torah. Ele era a exata expressão do Pai! Para onde ir?

    Talvez não nos atráia muito o discurso da Verdade, porque ela exige transformação de fé! Mas no fundo, sabemos que é a Verdade.

    O Crescimento nunca foi e nem pode ser objetivo de ninguém! Eu não fiz filhos para que cresçam, mas os fiz para que manifestem a Vida de D’us. O crescimento é real!  A cada dia os vejo crescendo e acredito que em breve me ultrapassarão, mas não os trouxe à existencia com a preocupação de sua estatura, porque sei que o seu crescimento acontecerá!

    Se eles não crescessem, era porque havia algo de errado. Assim é com a comunidade dos santos. A cada dia o Senhor Acrescentará! Se isto não acontece! É porque há doença!

    E é neste momento que temos que tirar o foco do crescimento para curar a doença, pois se a doença não for tratada, não há possibilidade de crescimento, por mais que tentemos.

    Poderemos até levar a crescimento por determinado tempo, mas não um crescimento substâncial.

    Então, o melhor caminho para fazer a minha Igreja crescer é impedir as técnicas pessoais e deixando que o Espírito do Senhor faça a Sua função!

    Quando não atrapalharmos mais o Espírito de D’us, teremos o maior crescimento da História da Humanidade como comunidade.

     
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