Para que a celebração de páscoa tenha sentido, faz-se necessário entender qual a origem da Páscoa. E para entendermos a origem, precisamos saber de quem foi essa idéia! Será que isto é invenção do Velho Testamento? Precisamos celebrar a Páscoa hoje? Qual a importância dela para a Igreja do Senhor?
A primeira coisa que precisamos entender é que o autor da Páscoa não foi Moisés e nem Arão, mas o próprio D’us. Acredito que por falta de informação alguns cristãos julgam ser a Páscoa uma prática estritamente judaica, mas ela não veio de uma invenção humana, mas de ordem divina. E se o Senhor mandou celebrar a Páscoa (Pêssach = passagem, salto, pulo), certamente é porque ela tem muita importancia para o Senhor e o Seu Povo.
Quando falamos de Páscoa, estamos nos reportando à celebração cometida ainda no território egípicio, quando o próprio D’us mandou imolar um cordeiro para sacrifício e todo o seu sangue deveria ser usado para ungir os portais das casas para que quando a morte viesse, não tocasse em nenhum dos que estivessem dentro. Quando ouvi essa história pela primeira vez, achei-a muito sanguinária e não conseguia identificá-la com o D’us que adorava, por isso, fui obrigado, pela minha própria curiosidade a estudar sobre a razão desse sacrifício e seu sangue. Entendi que o sangue não era a vontade de D’us, mas seu perdão. A morte do cordeiro foi fruto do pecado dos hebreus e somente por este ato eles seriam livres. não adiantava eles matarem bois, camelos, gatos, cachorros, etc… deveria ser um cordeiro, que significa para Israel, provisão. É bom lembrarmos que o Cordeiro também era um animal sagrado no Egito, o que revelou também que os deuses do Egito seriam mortos por causa do pecado do Egito.
O apóstolo Paulo deixou muito claro na epístola de Romanos que o salário do pecado é a morte. Portanto, a morte deveria percorrer as ruas do Egito para derramar o sangue em lugar do pecado, a morte necessita do sangue e por esse motivo, quando ela passava pela porta de algum hebreu, ela sentia o cheiro do sangue no umbral da porta, o que significava que a morte já havia chegado naquela casa. Isso de fato tinha ocorrido, a morte tinha visitado aquela casa através do cordeiro. Esse é o sentido mais glorioso que podemos ter.
O sangue de Yeshua em nossa vida é uma afirmação que a morte chegou até nós e nossa dívida foi paga. Há sangue em nós pelo nosso pecado, porque a LEI que o Senhor estabeleceu é que sem derramamento de sangue, não há remissão de pecado. Portanto, o sangue derramado na cruz representa a nossa morte em Yeshua, o Messias.
Em Êxodo 12:7-8 diz: “Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas que o comerem; naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas comerão.”
O Senhor classifica os elementos que devem ser utilizados na Páscoa e dentre elas estão as Ervas Amargas, estas teem apenas um significado, e claro, assume uma importância fundamental na celebração dessa festa: Lembrar dos Tempos de Escravidão no Egito. O Egito é uma representação da nossa vida de escravidão e pecado, isto porque, é muito importante lembrar do tempo em que éramos escravos do pecado e da morte, e que em Cristo, somos totalmente Livres, porque a morte cheirou o seu sangue. Páscoa nos fala de nossa total libertação do império egípcio, das trevas, e da vida de peregrinação à Terra Prometida que agora estamos trilhando para chegar à Terra Prometida. A páscoa é a nossa carta de alforria, é a nossa sentença de liberdade que anunciamos todas as vezes que a celebramos.
Anunciamos que o Cordeiro morreu por cada um de nós, para que pudéssemos ser livres!
Que a Realidade de Pêssach (Páscoa), entre em seu coração e de sua casa! E que neste tempo, todos possam comer do Cordeiro de D’us e utilizar-se do Seu precioso Sangue!
Sempre tenho me preocupado em ministrar a verdade sem ofender aqueles que discordam de mim teologicamente, mas sobre este assunto, não estou muito preocupado em ser politicamente correto. Isto se deve à emergente situação que nos encontramos atualmente.
Estamos em caos e nesse caso, temos que ouvir e deixarmos ser impactados pela verdade. Por isso, espero que o Espírito do Eterno use minhas palavras para que você seja transformado e abençoado por esse artigo.
A Igreja foi edificada na Festa de Pentecostes, mais precisamente, no último dia, conhecido como: Dádiva da Torá. Pela matemática Bíblica, no último dia de Pentecostes, seria o dia em que Moisés recebeu a Torá no Monte Sinai. Yeshua morreu na Festa de Páscoa e no último dia de Pentecostes, o Espírito Santo desceu em Atos 2. Isto nos trás uma revelação muito importante. O Espírito Santo está diretamente ligado em às Leis de D’us.
A Igreja tem uma função importante de cumprir a Lei assim como Yeshua a cumpriu (Mt.5:17 em diante). Os mandamentos caracterizam os obedientes que por sua vez são a credencial de quem Ama ao Senhor (Jo.14:21).
Mas a igreja Laudicéia (evidenciada nos Fins dos dias) é caracterizada pela adoração ao iníquo. O que significa isso?
No grego a palavra INIQUIDADE = ANOMIA, que significa, literalmente, SEM LEI.
Muitos estão buscando um messias sem Lei, e quanto menos Lei maior a sensação de liberdade. Mas isto nunca foi o propósito de D’us.
A Lei se manifesta com o sentido de que a Justiça seja estabelecida e se não houver lei, haverá iniquidade e iniquidade é pecado.
Yeshua está diretamente ligado à Lei, até porque Ele é a Lei. Ele é a própria Torá encarnada. Ele nunca fez uma Lei própria, mas cumpriu a Lei do Eterno. Mas a Igreja se quiser adorar ao Eterno, deve cumprir a Lei como Ele a cumpriu.
Cuidado!!!!
A Igreja está querendo um messias para a livrar da Lei!
Muitos se desculpam em versos mal interpretados de Paulo, dizendo que Cristo nos livrou da Maldição da Lei. Isto é uma verdade, mas não significa que a sua interpretação esteja correta por alguns exegetas contemporâneos. Paulo não disse que Cristo nos livrou da Lei, mas da maldição. O que ele afirmou é que todos nós estamos amaldiçoados por termos uma natureza ANOMA. Mas D’us, em Cristo, nos libertou dessa maldição para que fôssemos livres para cumprir a Lei do Eterno.
Isto não é muito difícil de compreender até porque temos o exemplo de nosso Governo.
Imaginemos que a maldição fosse uma penitenciária do Estado. Certamente, não é plano do Governo nos encerrar em uma cela, mas todos os que quebrarem as Leis do Governo, serão penalizados com a detenção. somente se for livre o cidadão poderá provar se realmente está arrependido e pronto para ser reintegrado à sociedade.
Foi exatamente isso que Cristo fez! Ele nos libertou não para que pudéssemos ser livres de responsabilidades da Lei, mas para que pudéssemos OBEDECER a Lei do Eterno. E a Igreja que irá se encontrar com Ele é essa Igreja que se submete à Sua Lei. Assim como a esposa se submete ao marido a Igreja se submete a Cristo.
Não há liberdade de Lei!
Nunca houve nenhum discurso apostólico neste sentido. Pelo contrário, Cristo nos afirma que no fim dos dias o amor de muitos se esfriaria. Como saber que o amor se esfria, se o amor não pode ser medido? E muito menos sua temperatura? Certamente Ele está se referindo à disposição de obediência à Torá (Lei, Instrução), porque aquele que tem os Seus Mandamentos E OS GUARDA, esse é o que o AMA.
Não há negociação! Temos que nos voltar aos mandamentos, às Leis de D’us, para que sejamos distinguidos da igreja ANOMA (sem lei).
Esta mensagem precisa ecoar muito bem aos nossos ouvidos para que possamos estar conscientes do caminho que escolhemos!
Que você escolha o Caminho da Obediência em Nome de Yeshua Hamashiach.
O nosso conceito ocidental afirma que Amor é o mais forte de todos os sentimentos. Ele nos leva a viver um êxtase. Podemos até confundi-lo com paixão. Para alguns, a diferença está na duração. Mas será que o amor é este sentimento; o frio na barriga que nasce na espinha. O desejo, quase que incontrolável, de ter a pessoa amada ao lado a qualquer custo?
É uma grande decepção quando olhamos para algumas pessoas que descreviam este sentimento por uma outra pessoa, ou até mesmo por D’us, mas que bastou apenas um pouco de tempo para que ela abandonasse esse “amor”.
A Bíblia afirma que o Amor JAMAIS ACABA. É difícil entender essa verdade, principalmente diante de um quadro de brasileiros que confessaram com toda a sua sinceridade que amavam ao Senhor. Acredito que há algo muito sério que precisa ser revisto sobre o verdadeiro amor.
Amor é a natureza de D’us, e porque não dizer, sua própria essência! João, em sua epístola afirma que D’us é Amor. Quem abandona o Amor, abandona a D’us. Mas se o Amor jamais acaba, então porque tantas pessoas abandonaram ao Senhor ao longo da caminhada. Talvez, você mesmo que está lendo este artigo esteja com o seu amor um pouco frio ou até mesmo congelado.
Talvez gostaria que até fosse diferente, mas é difícil lutar contra os sentimentos.
Mas, ao meu ver esse é o grande problema. O primeiro Adão foi feito alma vivente. Até aqui não há problema algum se esse Adão não tivesse comprometido de uma forma direta a sua alma, e agora seus sentimentos também ficaram comprometidos. E se comprometeram a tal ponto que a própria Bíblia afirma que o coração do homem é enganoso. Por isso, maldito é o homem que confia no homem.
A alma, sentimentos, estão comprometidos de uma forma direta e por isso, qualquer forma de tentar adorar e servir a D’us através de sentimentos é extremamente perigoso. Nós somos pautados em nossos sentimentos para realizarmos qualquer coisa.
Mas e agora? Como fazer para saber se amo Verdadeiramente a D’us? A resposta é simples! Não confie em seus sentimentos. Existe uma forma bíblica de amar sem ser por sentimentos e essa forma é através a verdade, da razão! Paulo nos dá uma importante direção em Rm.12, o CULTO RACIONAL.
Não devemos prestar cultos a D’us por sentimentos, mas por razão. Deve haver entendimento em tudo o que se faz, para que Ele receba.
Talvez o que eu tenha a lhe dizer não lhe agrade muito, mas é a pura verdade. D’us não está nem um pouco interessado no culto que você oferece a Ele regado de emoções e espetáculos. Isto porque a motivação é a alma, mas Ele se alegra com o culto que você presta a Ele em meio ao caos, quando sua alma está abalada e quando os sentimentos são contrários à adoração, porque é exatamente neste momento que você está dizendo à Ele: “Senhor, não são os meus sentimentos que regem o meu amor, mas a Verdade que habita em mim, a despeito de qualquer situação.
O verdadeiro adorador é aquele que O adora em Espírito e em Verdade, não em sentimentos.
Amar é uma decisão consciente. Por isso ele jamais acaba.
Quando nos deparamos com pessoas que se desviaram, certamente elas basearam seu amor nos sentimentos e quando seus sentimentos falharam, veio a decepção e o desvio, mas posso afirmar categoricamente que o Senhor é o mesmo antes e depois de suas emoções. Não foi Ele quem se desviou, mas nós mesmos.
Esta é a hora que reavaliarmos o nosso verdadeiro coração e disposição de Amar ao Senhor. Amor envolve obediência às sua Leis em qualquer circunstância. Por isso, deixe que o Espírito de D’us o traga ao arrependimento e o conduza pelo caminho do Verdadeiro Amor, para que não haja, jamais em sua vida, decepção e desvios.
Há um conflito muito grande por parte da comunidade cristã por não saber discernir claramente a diferença entre ser santo e ser justo. Aparentemente não há diferença entre os dois, e dessa forma muitos não se preocupam com a diferença. Mas a Bíblia nos dá um indício muito importante de que essa diferença vai fazer toda a “diferença” em nossa vida!
A primeira verdade que devemos observar ser santos não é o nosso objetivo, mas ser justos. Santidade é o ítem fundamental da vida cristã! É apenas o primeiro degrau!
Muitas denominações evangélicas apregoam a necessidade de ser santo para ver o Senhor. Concordo plenamente, mas o que não conseguimos entender é que o propósito de D’us para as nossas vidas é que sejamos Justos.
O apóstolo Paulo nos dá uma importante declaração de que os Justos são aqueles que praticam as Leis de D’us (Rm.2:13).
Mas o que é ser santo e o que é ser justo?
Gostaria de começar explicando sobre o santo. A palavra no heb. é Kadosh – cortado plenamente. Ser santo é ser totalmente separado do mundo e das alianças do mundo. Ser santo é estar ligado totalmente à D’us.
Ninguém pode servir a D’us sem ser santo. E devemos ser santos assim como Ele é Santo. Somente por meio de Yeshua podemos ter a remissão de nossos pecados e assim voltarmos a viver sem pecado, ou seja, santos. Mas esse não é o nosso objetivo. Muitos param por aqui, mas a Bíblia nos revela que o Senhor almeja que sejamos Justos. Mas para sermos justos é necessário sermos totalmente separados. Somente após sermos separados (santos) poderemos viver uma vida de Justiça. É bem verdade que fomos justificados em Yeshua, mas isto não nos torna justos automaticamente. Fomos santificados e justificados para vivermos em justiça, e assim, sermos Justos.
Paulo nos orienta que o justo é aquele que pratica a justiça, a Lei de D’us (Rm.2:13), portanto, o Senhor nos santificou para que pudéssemos praticar as Leis de D’us. Isto é muito importante pois, a Lei não foi abolida, mas ratificada por Yeshua a fim de que nós pudéssemos cumprir as Leis também e somente assim seremos Justos.
Note que as promessas de D’us são referentes aos Justos, porque somente o Justo conhece a Vontade de D’us, pois pratica a Lei!
João afirma que a ORAÇÃO DO JUSTO pode muito em seus efeitos;
No salmo 37:29 – Os JUSTOS HERDARÃO a Terra e nela habitarão para sempre;
Dentre tantos outros textos.
Enfim, fomos chamados para viver uma vida de Justiça, praticando as Leis de D’us e assim estaremos restaurando a Terra, mas vale a pena lembrar que isto só é possível por meio de Yeshua Hámashiach, que tem poder para nos santificar e também justificar!
Que o Eterno de Israel lhe acrescente as verdades reveladas.