Músicas

FÁBRICA DE ADORAÇÃO

Pr. Valdemir Sarmento de Almeida

A Música é uma arte que nasceu no coração de D’us para exercer uma função específica. Se a música for usada para outro fim que não para a que foi criada, certamente teremos problemas.

Mas a pergunta que devemos fazer é: Para que a música foi criada? Para isso, teremos que recorrer à Bíblia. Mas antes quero chamar a atenção sobre a funcionalidade da Música. Se a valorizarmos e dermos a ela mais função e importância do que ela foi criada para exercer, estaremos desfocando a sua função e maculando a criação de D’us.

Vamos para a Bíblia

A primeira sitação de música na Bíblia, na verdade é de um músico, seu nome era Jubal, pai de todos que tocam harpa e flauta. A partir daí veremos o crescimento da música na Terra. O interessante de Jubal era que ele fazia parte da linhagem de Caim. A linhagem de Caim se torna conhecida na Bíblia como filhos dos homens ou injustos. E é exatamente nesta linhagem que aparece Jubal. Mas ele não aparece sozinho. A Bíblia relata que ele ttem um irmão chamado de Jabal, pai dos que habitam em tendas e possuem gado.

Talvez, à primeira vista não nos parece muito óbvio, mas se atentarmos para todo o contexto Bíblico, entenderemos que Jabal e Jubal, por serem irmãos, teem a necessidade de caminhar juntos. Quando vemos a ordem que o Senhor deu a Moisés, veremos que o Tabernáculo é exatamente a forma de Jubal e Jabal. Eles representavam o Tabernáculo que haveria de vir.

Para mim, o mais interessante é o fato de que o Tabernáculo foi criado por D’us para estar no mundo, no meio do pecador, assim como Jabal e Jubal eram da linhagem de Caim, a linhagem que precisava de restauração.

Observando por esta ótica poderemos entender que a Música foi criada com a intensão de enaltecer a Presença de D’us entre os homens. Ela é uma expressão de nossa alma. É a comunicação de nossas emoções a D’us. Fomos criados espírito, alma e corpo, portanto, todos estes elementos da composição humana precisam se comunicar expressamente ao Senhor.

A Música tem a sua importância e valor para a alma. E ela deve ser utilizada de maneira adequada. Quando nos deparamos com os cânticos na Bíblia, vemos uma exigência do Senhor quanto a todos que se apresentam diante D’Ele.

Sl.96:1; 98:1; 149:1; Is.30:29; Is.35:10; Is.42:10; Ap.5:9; Ap.14:3; entre outros.

Observe que estes texto de uma forma implícita ou explícita, mostra a necessidade de se apresentar diante D’Ele com alegria e um cântico novo. O Senhor exige que haja em nós uma comunicação nova em nossa alma. Não podemos nos apresentar diante D’Ele sem uma nova disposição em nosso coração, porque se fizermos isso, estamos pecando.

Mas o que mais me incomoda é que, talvez pelo ímpeto de acertar, tentemos copiar. Fabricamos “adoradores”. O que temos visto no Brasil é uma fotocópia uns dos outros. Não há mais uma experiência individual que pulcione a cada um a se apresentar diante D’Ele com cânticos e celebração.

Muitos teem buscado na música um momento mágico de unção e sobrenatural, mas há um grande erro em pensar que o sobrenatural se manifestará devido uma canção “ungida”. Todas as vezes que algo acontecia na Bíblia de sobrenatural era porque quem a executava estava em total dependência de D’us. Era essa dependência que gerava o milagre. Na verdade, o milagre nem era o foco de quem a praticava, mas o desejo de viver a Vontade de D’us. Esses homens conheciam a Bíblia de tal maneira que até cantando o milagre acontecia. Essa é a perspectiva bíblica.

Não há caminho fácil! A música não pode ir além de sua função, senão ela se tornará idolatria. A função da Música é comunicar através da Alma o nosso reconhecimento de quem D’us é. Por causa dos conceitos deformados que, em geral, temos, estamos vendo na comunidade evangélica, um grande problema de idolatria e confusão. Isto tem que parar. O Caminho para chegarmos a D’us é através de Yeshua, que viveu em profunda obediência aos mandamentos do Senhor. Esse é o segredo: Obediência.

Temos que nos opor à essa Fábrica de “Adoração” e até mesmo de “adoradores” que temos presenciado no Brasil.

Ouso afirmar categoricamente que isto tem entristecido  o coração do Pai. Não podemos quer a Glória pela canção, mas pela vida de Obediência. Temos que enchergar o Óbvio. Conclamo você, querido leitor, a analisar profundamente o que estou dizendo e buscar na Palavra de D’us a verdade.

Não podemos seguir a tradição evangélica! Temos que parar e avaliar tudo pela Palavra de D’us ainda que tenhamos praticado certos modelos durante anos.

Há um ditado muito apregoado pelos meus ancestrais que diz: “De boas intenções o inferno está cheio.”

Não podemos nos enganar pelas boas intenções. Temos que crer e viver a Palavra de D’us.

Que o Senhor traga uma nova revelação ao seu coração em Nome de Yeshua HáMashiach

Pr.Valdemir Sarmento de Almeida

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