PARASHIOT

Parashá Chukát – Bamidbar (Números) 19:1 – 22:1

Haftará – Juízes 11:1-33

Bri’t Hadashá – João 3:10-21

Pará Adumá

A Palavra CHUKÁT significa preceito, decreto, estatuto, isto é, uma sentença de D-us, que devemos atentar  sem questionar, mesmo que não consigamos entender o por que se serem instituídas pelo Eterno.

Esta parasha começa apresentando uma Chukát, a da Pará Adumá (Vaca Vermelha). Esta parashá ordenava que se abatesse uma Vaca Vermelha fora do Templo. As cinzas desta vaca, após queimada, eram misturadas com água de fonte e usadas para aspergir sobre as pessoas impuras.

Chukat é a porção da limpeza. Trata-se de limpar as questões em nossas vidas, tanto do presente, quanto do passado. Na verdade, esta semana é provável que velhas questões, velhas discussões e velhos filmes surjam novamente. Por quê? Porque temos a oportunidade de limpá-los. É uma dádiva tão grande! E quanto mais espiritual você for, tanto mais vai sentir isso.

Esta porção continua relatando o episódio de Mei Merivá, ou das “águas da discórdia”. O
povo, sedento, pede água a Moshé. Deus ordena-o que se dirija a uma pedra para que dela
jorre água e sacie o povo. Quando toda a congregação reuniu-se diante da pedra, Moisés,
em vez de “falar” com a pedra, conforme havia sido ordenado, golpeou-a com seu cajado
por duas vezes. Após o segundo golpe, a água jorrou, atendendo ao pedido do povo.
Devido ao não cumprimento da ordem, Deus decretou que Moshé e Aharon não entrariam
em Israel.
A Torá nos conta também sobre duas perdas importantes: faleceram Miriam e Aharon
deixando, a partir de então, o irmão Moshé como líder solitário do povo.
O povo continuou reclamando do Todo Poderoso e foi, por isso, afligido por uma praga de
serpentes. Deus ordenou que Moshé confeccionasse uma serpente de cobre, a pusesse
sobre um mastro e andasse no meio do povo com o estandarte. Todos os miravam a cobra
se curavam e, desta forma, a pragaa cessou.
Três conflitos são relatados no final da porção: Contra o povo de Edom, contra Sichon, o
rei Emoreu, e contra Og, o rei gigante de Bashan. No primeiro caso, Edom encontrava-se
no caminho de Israel. Moshé enviou mensageiros pedindo permissão para passarem em
suas terras, comprometendo-se a não lhes causar prejuízo. O rei de Edom não consentiu e
os judeus foram obrigados a se desviarem do caminho para não entrar em conflito. Já os
outros dois, Sichon e Og, partiram diretamente para a guerra contra Israel, que foi
obrigado a defender-se e, por fim, acabaram conquistando suas terras.

Mas, a maior riqueza desta parashá é o discernimento de que não era o sangue ou a carne de uma vaca que tinha o poder de purificar Israel dos seus pecados, até porque, o Eterno não se alegra com a morte de animais. A torá nos deixa muito claro que tudo o que Ele criou é BOM. Isto inclui os animais. Então, se o sangue de animais não podiam purificar pecados, por que o Eterno apresenta a chukát da Pará Adumá? Porque a didática do Eterno é que à medida que pecamos, estamos matando a natureza. Os animais não são mortos por causa do eterno, mas, pelos nossos pecados.

O Eterno apresenta com Pará Adumá, o Messias. Ela é uma tipologia de Yeshua, que tem o poder de purificação de todos os pecados. Yeshua é a nossa “Vaca Vermelha”. Este animal se encontrava somente no deserto. É no deserto de nossos pecados que podemos encontrar a solução para o nosso maior problema, a desobediência.

Em Yeshua, temos a possibilidade de desfazermos a desobediência à Torá, e vivermos novamente como Filhos do Eterno, cumprindo a Torá. Até porque Ele é a própria Torá.

B’Shem Yeshua Hámashiach

Pr.Valdemir Sarmento de Almeida

8 opiniões sobre “PARASHIOT”

  1. PAULO OLIVEIRA disse:

    SHALOM !
    PARABÉNS PELO TEXTO ,MAS AO ESTUDAR O ASSUNTO “PARÁ ADUMÁ”
    VEJO QUE NÃO É UMA TIPOLOGIA DE YESHUA ; MAS O ETERNO NOS MOSTRA QUE TODA FORMA DE PURIFICAÇÃO SEM SER PELO SANGUE DO MASHIACH É INEFICAZ POIS ATÉ QUEM MINISTRAVA AS ÁGUAS PURIFICADORAS FICAVA IMPURO ATÉ A TARDE …E ATÉ MESMO O REI SALOMÃO NÃO ENTENDIA E NEM OS JUDEUS DE HOJE ! …POIS AINDA NÃO TEM A REVELAÇÃO QUE YESHUA HA MASHIACH !

    • Shalom amado! Tipologia não significa que era uma espécie de Mashiach, mas que Cristo e seu sangue são ilustrados nesta situação da Vaca vermelha. Mas agradeço o comentário e continue contribuindo conosco, pois sua opinião sempre é muito importante. Obrigado!

  2. Luciano Lins disse:

    Gostaria de saber, no torá existe a palavra MERIVá. Diz o texto: O episódio de Moshê (Moisés) nas águas de Merivá….Traduza se possível, ficarei grato,

    É uma cidade? È o rio Jordão?

    • Olá Luciano! Sim, na Torá existe a palavra Meribá – מריבה – Êx.17:7; Nm.20:13 e 24; 27:14; Dt.32:51; 33:8
      É um lugar próximo ao Monte Sinai, onde D´us deu água para todo o Israel. Também ficava próximo de Cades-Barnéia onde D´us repetiu o milagre – NM.20:1-13
      MERIBÁ = Significa RECLAMAÇÃO; CONFLITO; CONTENDA.

      Estou à disposição para o que precisar! Shalom

  3. Luciano Lins disse:

    caro Valdemir Sarmento, A Paz de Deus! Grato pelos esclarecimentos. Fiquei feliz pela explicação. Entretanto a palavra que veio em sonho para mim, era mesmo MERIVÁ. A propósito: Porque o irmão escreve D’US e não Deus?

  4. Shalom, gostaria de saber porque algumas traduções da Toráh em português, coloca a palavra Merivavot Kodésh, traduzidas por anjos de santidade. Todáh Rabá.

  5. Shalom, no caso o texto sobre a palavra Merivavot Kodésh, está no livro Devarim 33.3, na Parashat sobre as bênçãos!

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